João Gabriel, antigo diretor de comunicação do Benfica (foto - Sérgio Miguel Santos)
João Gabriel, antigo diretor de comunicação do Benfica (foto - Sérgio Miguel Santos)

João Gabriel critica Rui Costa e a «mensagem profundamente errada» no Benfica

Antigo diretor de comunicação não poupa o presidente das águias

João Gabriel, antigo diretor de comunicação do Benfica, recorreu à rede social Linkedin para acrescentar opinião em relação à derrota (1-2) do Benfica frente ao St. Gallen, na primeira mão da 2.ª pré-eliminatória para a Liga Europa. Recorde-se que o antigo presidente Luís Filipe Vieira também já o tinha feito.

João Gabriel focou-se no comportamento de Rui Costa, presidente do Benfica, na Suíça.

«Ainda o jogo com o St. Gallen. A liderança também se mede pela capacidade de controlar as emoções nos momentos de maior pressão. Porque, no futebol como em qualquer organização, a confiança contagia. Mas a insegurança também.»

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«Um líder comunica permanentemente, mesmo quando não diz uma única palavra e a imagem de Rui Costa no final do primeiro jogo com o St.Gallen, levando as mãos à cabeça, transmitiu uma mensagem profundamente errada.»

Um líder comunica permanentemente, mesmo quando não diz uma única palavra.

«Se o presidente demonstra desespero ao primeiro jogo oficial da temporada, que mensagem recebe o balneário? Que confiança sentem os jogadores? Que tranquilidade transmite à equipa técnica? E que conclusão retiram os sócios, que procuram precisamente no presidente a serenidade que muitas vezes lhes falta?»

Se o presidente demonstra desespero ao primeiro jogo oficial da temporada, que mensagem recebe o balneário?

«Os líderes existem para reduzir a ansiedade, não para a amplificar. Existem para ser o ponto de estabilidade quando tudo parece incerto, não para exteriorizar as dúvidas que inevitavelmente todos sentem.»

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«Um presidente pode estar preocupado. Pode até ter dúvidas. Mas há uma diferença essencial entre sentir essas dúvidas e comunicá-las, ainda que involuntariamente.»

Quando se acredita no projeto e na forma como se preparou a época não há razões para levar as mãos à cabeça

«Foi o primeiro jogo oficial da época ainda com muitos jogadores ausentes. Quando se acredita no projeto e na forma como se preparou a época não há razões para levar as mãos à cabeça. A não ser que o líder já não acredite!»

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