Dani Olmo no relvado na final do Mundial 2026
Dani Olmo no relvado na final do Mundial 2026

Olmo reage ao pedido de desculpas de adjunto de Scaloni: «Falta à verdade»

Médio espanhol foi agredido por Roberto Fabián Ayala na final do Mundial 2026

Dani Olmo, médio do Barcelona, reagiu à agressão que sofreu por parte de Roberto Fabián Ayala, adjunto de Scaloni, selecionador da Argentina, após a final do Mundial 2026, afirmando que o argentino «falta à verdade» ao tentar justificar a sua ação e que, por isso, não necessita do seu pedido de desculpas.

Em declarações ao Diari de Terrassa, o internacional espanhol, uma das figuras de destaque na conquista do Mundial pela Espanha, criticou duramente a justificação apresentada por Ayala, membro da equipa técnica da Argentina.

«Alguém que confessa estar arrependido, mas justifica um soco afirmando que foi uma resposta a algumas palavras, é porque seguramente não se arrepende, porque está a faltar à verdade, pois não lhe disse nada. Assim, não me faz falta que peça desculpa», declarou Olmo.

O jogador do Barcelona acrescentou ainda uma reflexão sobre o sucedido, sublinhando que «o que nos define realmente não é o erro, mas sim a coragem de o assumir».

Por sua vez, Roberto Ayala tentou desvalorizar o incidente, descrevendo-o como «mais um empurrão do que outra coisa». O antigo defesa do Saragoça e do Valência alegou que a sua atitude foi uma reação a um comentário de Olmo. «Foi uma reação a um dito, mas já está. Por isso, pedir-lhe-ei desculpas pessoalmente. Não tenho essa possibilidade neste momento, mas pronto, já está. Aconteceu milhares de vezes», afirmou Ayala na sua tentativa de pedido de desculpas.

Para Dani Olmo, o mais importante é o exemplo deixado pela seleção espanhola. «Quando os meus filhos, a minha família e tantos adeptos e as pessoas de Terrassa virem o jogo, quero que estejam orgulhosos de como competimos, de como ganhámos e, sobretudo, do nosso comportamento», referiu.

O médio concluiu, destacando a responsabilidade dos jogadores como modelos para as gerações mais novas. «A transcendência do futebol faz com que os jogadores sejam um exemplo para as crianças e as novas gerações, e isso acarreta uma grande responsabilidade. Mas, graças a Deus, foi isso que realmente se viu e que somos campeões do mundo depois de muitíssimo trabalho», rematou.

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