Salvador Salvador levanta o troféu na sétima conquista dos leões         Fotografia Estela Silva/Lusa
Salvador Salvador levanta o troféu na sétima conquista dos leões Fotografia Estela Silva/Lusa

Sporting sagra-se Super tetra às custas do Benfica

Formação de Alvalade vence a 30.ª Supertaça frente ao Benfica e torna-se no primeiro clube a conquistar o troféu quatro vezes seguidas num embate em que liderou desde o inicio e apenas sofre seis golos até ao intervalo. Leões passaram a somar 12(!) troféus em seis temporadas, 11 dos quais consecutivos e não perdem em competições nacionais há 56(!) jogos

Sem que a partida alguma vez tivesse estado equilibrada depois do 4-2 e sem que os leões se encontrassem em desvantagem — só permitiram a igualdade a 1-1 —, o Sporting conquistou a 30.ª Supertaça, em Santo Tirso, ao bater o Benfica por 31-24 (15-6 ao intervalo), para se tornar o único clube a concretizar o tetra seguido na prova. Para trás ficou o ABC de Braga (1990/91, 1991/92, 1992/93), sozinho no tri.

Só que o conjunto de Ricardo Costa não se ficou por aqui. Primeiro, ao somar a sétima Supertaça, igualou os totais de ABC e Benfica na competição e passa igualmente a ficar a um do recordista FC Porto. O Belenenses (1983/84) é o único a figurar entre os quatro conquistadores, ainda que o ABC não a vença desde 2017/18.

Melhor ainda: os de Alvalade passaram a somar 12 (!) troféus em seis temporadas, 11 dos quais consecutivos — e ainda esta vai no adro —, estendendo o seu domínio em Portugal para registos arrasadores. Se levam quatro vitórias na Supertaça desde 2023/24, o título nacional mantém-se nas suas mãos desde 2023/24 e a Taça de Portugal a partir de 2021/22. Imbatíveis nas competições internas, somam agora 55 vitórias e um empate seguidos. Arrasador!

Após o apito final, mas antes de o guarda-redes egípcio Mohamed Aly ser eleito o Melhor em Campo, Francisco Costa, que terminou com 8 golos (cinco dos quais obtidos na 1.ª parte), chorava agarrado ao pai e treinador Ricardo. No próximo ano não voltarão a tentar celebrar juntos, uma vez que, no final da época, o lateral rumará aos alemães do Melsungen numa transferência milionária.

O irmão Martim, que o acompanhará na viagem, mas que não atuou devido a lesão no joelho, desceu da bancada para cumprimentar o adversário e celebrar com os colegas nova conquista.

Mais fácil do que se esperava face à contratação de 11 elementos por parte das águias, agora sob o comando do sueco Andres Hallberg, o Sporting resolveu cedo o dérbi e impôs o ritmo e a intensidade que desejava sem ser contrariado, quebrando a expectativa de como surgiria o rival da capital, que fizera toda a pré-temporada à porta fechada.

Sem nunca desejar entrar em grandes correrias, com apenas dois contra-ataques e provocando poucos erros técnicos, apesar da defesa pressionante que reduzia espaços e criava dificuldades na finalização contrária, os tetracampeões dominaram a 1.ª parte. Um eficiente Aly, com nove defesas, e a eficácia de Kiko Costa e de Orri Þorkelsson (3, dois de 7m) ajudaram a abrir o primeiro fosso no marcador num parcial de 5-0 (8-2) em cerca de 7 minutos.

E depois de o Benfica ter conseguido pela primeira vez dois golos sem resposta (9-5), uma nova sequência de 4-0 (14-5) colocou os verdes e brancos com uma vantagem incrível, sofrendo apenas 6 golos em 30m.

Após o regresso do balneário, quando deu a ideia de que o equilíbrio poderia ser, finalmente, uma constante face a uma melhor defesa e à ação de Tobias Thulin na baliza, outro parcial de 4-0 (22-9) cavou a diferença no encontro e fez o Sporting — estranhamente durante algum tempo sem que Ricardo Costa pedisse desconto de tempo — baixar a intensidade e a concentração.

Com destaque para João Bandeira (5), os da Luz ainda construíram uma sequência de 1-6 (26-19) e reduziram a diferença para baixo das dezenas, o que não acontecia desde o 18-9, mas foi tudo.

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