O abraço de Gabri Veiga a William Gomes, autor do passe do 1.º golo do FC Porto - Foto: MANUEL FERNANDO ARAÚJO/LUSA
O abraço de Gabri Veiga a William Gomes, autor do passe do 1.º golo do FC Porto - Foto: MANUEL FERNANDO ARAÚJO/LUSA

William Gomes 'rasgou' o Arouca e serviu a liderança (as notas do FC Porto)

Brasileiro foi a faísca que desbloqueou o jogo, ao assistir Gabri Veiga no 1-0, e somou uma exibição de grande energia e desequilíbrio. Froholdt e Pepê (pena a definição) em destaque, Borja Sainz novamente decisivo a partir do banco
O melhor em campo: William Gomes (7)

Vale a pena, caro leitor, rever a jogada do brasileiro no primeiro golo do FC Porto, aquele que desbloqueou uma partida que o Arouca procurava fechar a todo o custo. Se há jogador capaz de conjugar pulmão, agressividade e desequilíbrio, é William Gomes: esteve permanentemente ligado ao jogo, atacando por dentro e por fora a organização defensiva arouquense, através de conduções, mudanças de direção e remates. Agitou cedo o ataque portista, combinou bem com Pepê e criou perigo com um cruzamento-remate intencional aos 18 minutos. Aos 34’, teve a melhor ocasião até então, ao roubar a bola a Fontán e surgir isolado, mas Arruabarrena respondeu com uma grande intervenção. O duelo repetiu-se aos 58’, novamente com vantagem para o guarda-redes uruguaio. Ainda assim, o momento decisivo chegou no 1-0: arrancada longa desde o corredor esquerdo para zonas interiores, leitura perfeita do espaço e passe atrasado para Gabri Veiga finalizar com qualidade. Uma exibição cheia de energia a guiar o dragão para a liderança isolada da Liga!

5 Diogo Costa — Jogo praticamente sem história para o camisola 99. Teve pouco trabalho, mas respondeu sem dificuldade a um cabeceamento de Barbero, ainda na primeira parte, e mostrou-se atento aos 79’, saindo da baliza para neutralizar um cruzamento de Pedro Santos. No restante tempo, limitou-se a gerir uma noite de controlo portista.

6 Alberto — Cresceu bastante após o intervalo. Mais intenso, solto e agressivo na projeção ofensiva, ajudou a empurrar o Arouca para zonas cada vez mais baixas. Ainda marcou na sequência de um canto, mas o golo foi anulado por falta sobre Arruabarrena: o árbitro considerou que o lateral tocou nos braços do guarda-redes, impedindo a sua ação. Ficou, porém, a nota de uma segunda parte muito conseguida.

6 Bednarek — Teve um susto perto do intervalo, quando Barbero apareceu nas suas costas e cabeceou à figura de Diogo Costa. Foi o único momento em que pareceu perder a referência do adversário. De resto, exibiu-se num registo de segurança e controlo, num FC Porto que raramente permitiu ao Arouca aproximar-se com perigo.

6 Kiwior — Nova exibição de elevado nível do polaco, que voltou a estar perto de se estrear a marcar pelo FC Porto. Arriscou de longe, num remate frontal que Arruabarrena deixou escapar, mas André Silva encontrava-se em fora de jogo na trajetória da bola e, na leitura do árbitro e do VAR, interferiu na ação do guarda-redes. Segundo golo anulado em jornadas consecutivas para Kiwior, num desafio em que voltou a dar qualidade à saída de bola e solidez à linha defensiva.

5 Zaidu — Teve mais protagonismo ofensivo na primeira parte, procurando aparecer em apoio no corredor esquerdo perante um Arouca muito baixo e compacto. Na segunda metade, com o FC Porto a encontrar mais soluções interiores e a controlar melhor a partida, foi menos vezes chamado ao ataque. Cumpriu defensivamente, sem sobressaltos.

6 Rosario — Num jogo em que alguns poderiam esperar a entrada de Alan Varela, Farioli manteve a confiança no dominicano, e percebe-se a razão. Rosario ocupou bem os espaços e permitiu que Gabri Veiga e Froholdt se libertassem para atacar a área. Não foi exuberante, mas deu robustez à equipa e ajudou a manter o Arouca longe de zonas perigosas.

7 Froholdt — Incansável e influente nas duas fases do jogo. Foi dos que mais procurou mudar o rumo da partida numa primeira parte de domínio portista, mas com pouca eficácia. Aos 44’, atacou um excelente cruzamento de Gabri Veiga, mas cabeceou à figura de Arruabarrena. Já na segunda parte, voltou a ficar perto do golo, desta vez travado pela perna do guarda-redes uruguaio após um passe extraordinário de Gabri. A sua ação no lance do 2-0 foi, contudo, decisiva, ao conduzir e dar continuidade a uma jogada de grande qualidade.

7 Gabri Veiga — Assumiu-se como um dos principais desequilibradores do FC Porto. Aos 30’, numa progressão marcada por ressaltos, tentou surpreender Arruabarrena de longe, obrigando o uruguaio a uma defesa importante. Destacou-se pela capacidade para acelerar o jogo entre linhas e pela qualidade do último passe, embora o aproveitamento coletivo de algumas das suas ações tenha ficado aquém do merecido. Acabou por escrever o seu nome na história da partida, finalizando com classe a assistência de William Gomes no 1-0.

5 André SilvaTravou uma luta física intensa com Fontán e sentiu as dificuldades impostas pelo central espanhol, muito agressivo nos duelos. Trabalhou sem bola e procurou dar apoios à equipa, mas teve pouco espaço para aparecer em zonas de finalização. Saiu após o golo de Gabri Veiga, rendido por Deniz Gul.

6 Pepê — Entrou muito ativo e foi um dos elementos mais perigosos do ataque portista. Principal pecado: a definição. Aos seis minutos, recuperou a bola a meio-campo, combinou com William Gomes e entrou na área, mas Fontán desviou ‘in extremis’ um remate que levava promessa de golo. Mais tarde, viu um cabeceamento fulminante embater na trave, após cruzamento de William. Sempre envolvido e agressivo, acabaria por assistir Borja Sainz para o 2-0.

4 Deniz Gul — Entrou para o último quarto de hora, numa fase em que o FC Porto já geria a vantagem. Teve pouca intervenção e ainda menos oportunidades para deixar marca no encontro.

6 Borja Sainz — Voltou a marcar, depois do golo frente ao Rio Ave, confirmando o impacto que tem tido. Arruabarrena negou-lhe o golo em duas ocasiões, mas não conseguiu travar a terceira tentativa do espanhol, que selou o triunfo portista e acabou com qualquer dúvida quanto ao desfecho. Esteve perto do bis, não fosse mais uma intervenção do guarda-redes do Arouca.

4 Inbeom Hwang — Entrada breve, marcada por uma falta dura sobre Tiago Esgaio que lhe valeu cartão amarelo.

5 Nehuén Pérez — Somou mais alguns minutos e ainda teve tempo para um corte importante, impedindo um passe de Fukui que poderia criar perigo.

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