Benfica celebrou a sexta Supertaça do historial do andebol feminino do clube (foto SL Benfica)
Benfica celebrou a sexta Supertaça do historial do andebol feminino do clube (foto SL Benfica)

Benfica conquista Supertaça feminina

Encarnadas venceram o CJ Almeida Garrett por 35-25 e prolonga hegemonia na modalidade em Portugal

O Benfica conquistou a Supertaça de andebol feminino ao vencer o CJ Almeida Garrett por 35-25 em jogo disputado no Pavilhão Municipal Desportivo de Santo Tirso.

As águias, campeãs nacionais e detentoras da Taça de Portugal, confirmaram o favoritismo sobre a formação gaiense, finalista vencida da prova rainha. Apesar de um início de jogo equilibrado, as encarnadas assumiram depois o controlo da partida, chegando ao intervalo com vantagem expressiva de 22-10, que espelhava a superioridade neste período da partida.

No reatamento, o Almeida Garrett mostrou-se mais esclarecido e conseguiu equilibrar o marcador durante a fase inicial. O Benfica, que promoveu várias alterações na equipa, pareceu menos inspirado, o que levou a um período algo caótico no encontro.

Contudo, na fase final, a formação lisboeta voltou a impor a qualidade individual e coletiva. Aproveitando alguns erros do adversário, o Benfica restabeleceu uma vantagem confortável, chegando a liderar por 34-22, e geriu o resultado até ao apito final, selando a vitória por dez golos de diferença e garantindo a sexta Supertaça do historial do clube.

No final do jogo, a técnica estreante do Benfica, Maria Teixeira, estava naturalmente satisfeita com a conquista do primeiro troféu como treinadora principal. «É um sentimento muito agradável. Este é um trabalho feito de alguns anos para cá no Benfica. Agarrei agora este projeto como treinadora principal, mas sabe igual aos outros. Sabíamos que o Almeida Garrett é uma equipa muito bem organizada e que nos tínhamos de contrariar, em termos defensivos, algumas jogadoras chave deles. Conseguimos fazer isso, usar o nosso ataque rápido e foi uma vitória bem conseguida. Ainda temos muito para trabalhar. Temos três novas jogadoras que ainda não estão completamente integradas. Vamos começar o campeonato já para a semana, mas ainda há muito trabalho para fazer».

Helena Soares, treinadora do Almeida Garrett, reconheceu a superioridade do adversário. «A nossa equipa tem vindo em crescendo nos últimos anos, mas temos de olhar para o histórico disto. Sabíamos que ia ser um jogo extremamente difícil, mas também de aprender a aproveitar estes momentos. Estar aqui também é um privilégio. Claro que sentimos as dificuldades do jogo. Foi uma primeira parte extremamente dura, melhorámos alguns aspetos na segunda e fica assim, obviamente, uma margem de trabalho daqui para a frente. Temos muita juventude e alguma experiência. Temos algumas atletas com experiência de primeira divisão, mas isso não implica, necessariamente, que a média de idades seja muito alta, porque não o é. Temos algumas atletas novas a entrar e é importante que elas também tenham este tipo de experiências para se tornarem mais maduras em termos de jogo coletivo.»

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