Luis Suárez (MIGUEL NUNES)
Luis Suárez (MIGUEL NUNES)

Só Suárez deixou tudo em campo e só ele acabou com cãibras: as notas do Sporting

Colombiano não fez jogo fantástico, mas marcou um golaço e teve mais uma ou outra oportunidade para marcar. Só Trincão, a espaços, esteve perto do 97 do Sporting
O melhor do Sporting: Luis Suárez (6)

Andou pela direita, pela esquerda e pelo meio; recuou e avançou, avançou e recuou. Sempre em busca de uma nesga de espaço que lhe permitisse o remate. A defesa do Torreense, porém, deu-lhe poucas aberturas. A primeira, aos 12’, permitiu ao colombiano um remate de calcanhar rente ao poste esquerdo de Lucas Paes; a segunda, aos 41’ após passe de Pote, permitiu a defesa ao guarda-redes brasileiro. A abrir a segunda parte, aos 54’, Suárez aproveitou a oferta de Diadié e, com um remate forte e colocado de pé direito, fez o golo do empate. Continuou pelo jogo fora a correr e a lutar, a lutar e a rematar, a rematar e a falhar. Acabou os 120 minutos cheio de cãibras, sendo talvez dos poucos a deixar tudo em campo.

RUI SILVA (5) — Ainda estava frio, apesar do calor do Jamor, quando sofreu o primeiro golo. Teve um novo susto enorme aos 94’, quando Diadié marcou, mas o central do Torreense estava em fora de jogo. Uf!, terá suspirado o guarda-redes. Por fim, aos 113’, Stopira enviou um bólide tremendo no penálti cometido por Maxi Araújo sobre Seydi: 1-2 para o Torreense. Rui Silva foi impotente para deter a bola, que saiu forte e a meio da baliza. Ainda tentou, lá na frente, o que só Suárez conseguiu entre os leões: fazer golo.

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VAGIANNIDIS (3) — Cedo se percebeu a razão pela qual o Torreense atacou, sobretudo, pelo seu lado esquerdo: Giorgos Vagiannidis. Dany Jean é rápido e explorou muitas vezes, através da velocidade, as debilidades defensivas do lateral grego. Entrou mal, continuou mal ao longo do tempo e só respirou de alívio aos 57’, quando o haitiano foi substituído. Por fim, saiu aos 70 minutos para dar o lugar a Diomande, derivando Quaresma para a direita da defesa. Rui Borges viu o mesmo jogo que todos estavam a ver. Continua sem convencer.

EDUARDO QUARESMA (4) — Teve de elevar a atenção ao máximo nos primeiros minutos, com cortes muito bons frente a Vazquez e a Dany Jean. A única falha inicial surgiu aos 17’, quando colocou a bola nos pés de Costinha, perto da entrada da área leonina, com o remate do 10 adversário a sair muito por cima. Mais tarde, foi alternando bons desarmes com más iniciativas na saída para o ataque.

GONÇALO INÁCIO (4) — Costuma ser exemplar nos lançamentos longos, mas hoje nem isso lhe saiu bem. Amarelado bem cedo por derrubar Zohi, quando o costa-marfinense procurava isolar-se frente a Rui Silva, passou a ter um cuidado maior para não voltar a ser punido por António Nobre. Teve um desvio de cabeça ligeiramente por cima aos 90+5’, mas o ponto mais baixo surgiu aos 109’, quando defendeu mal a baliza leonina no lance que originaria, poucos instantes depois, o penálti do 2-1 final.

MAXI ARAÚJO (3) — A pressão que fez sobre Diadié permitiu o erro do central da Mauritânia, que entregou a bola a Suárez para este a fuzilar no fundo da baliza de Lucas Paes, com um remate colocado de pé direito. Antes e depois disso, nunca foi o Maxi que encantou os sportinguistas. Para piorar, aos 110’, dentro da área, lembrou-se de agarrar e puxar Seydi. Uma falta de principiante. Foi expulso, e bem expulso.

HJULMAND (5) — Cometeu muitos erros de abordagem às jogadas ofensivas do Torreense, sobretudo no atraso de cabeça que colocou Gonçalo Inácio em dificuldades e obrigou o central a fazer falta e a ver o cartão amarelo. Teve apenas um lance à capitão quando rematou, aos 86’, de muito longe para uma defesa apertada de Lucas Paes. Último jogo pelo Sporting?

MORITA (4) — Entrou mal no jogo. Tentou cortar de cabeça a bola vinda da cabeça de Leo Azevedo, mas falhou o tempo de salto. Zohi, nas costas do japonês, desviou de cabeça para o 0-1. Cabeça, cabeça, cabeça e golo do Torreense. Pouco depois, redimiu-se com um passe magnífico a vislumbrar Pedro Gonçalves sobre a esquerda, isolando o camisola 8, mas este mandou a bola para as nuvens. Último jogo pelo Sporting.

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GENY CATAMO (4) — Tentou, tentou, tentou e tentou. Tentou muito, sim, mas quase nada lhe saiu bem. Não foi o Catamo que encantou Alvalade; foi apenas o Catamo dos primeiros tempos de Sporting, surgindo com pouco rasgo e muito pouca criatividade.

FRANCISCO TRINCÃO (5) — Muitos passes, alguns bons, outros apenas medianos, mas foi sempre tentando entrar na muito cerrada defesa do Torreense. Despertou muito tarde para a dura realidade de ter de correr mais do que andava a correr, de ter de puxar ainda mais pelos companheiros desanimados e de ter de fazer o que, com exceção de Suárez, ninguém no Sporting fazia: correr, lutar e, lá pelo meio, esfregar a lamparina mágica para ver se saía um pingo de génio.

PEDRO GONÇALVES (4) — Raramente apareceu o Pedro Gonçalves dos bons velhos tempos. Até perto do quarto de hora, era apenas o 8 leonino. A partir daí foi subindo de rendimento, embora sem nunca atingir um plano extraordinário: um remate para defesa difícil de Lucas Paes (14’); um desvio para as nuvens após passe muito bom de Morita (20’); um remate ao poste esquerdo, naquele seu jeito de executar passes que parecem remates; um livre direto ao lado (36’) e um passe a isolar Suárez para um remate travado por Lucas Paes (41’). Ainda recuou para médio-centro quando Morita saiu (70’) e acabou por ser substituído ao minuto 90: saiu como a sombra do verdadeiro Pedro Gonçalves. Último jogo pelo Sporting?

LUÍS GUILHERME (2) — Cinquenta minutos em campo (entrou aos 70’) sem nada acrescentar de entusiasmante ao futebol leonino. Perdeu imensas bolas e nunca conseguiu, quer na esquerda quer na direita, criar qualquer coisa de perigosa.

DIOMANDE (3) — Ui, que calafrio já na compensação da segunda parte! Cortou uma bola dentro da área leonina contra as pernas de André Simões e o esférico saiu rentinho ao poste direito da baliza de Rui Silva. Podia ter sido o 1-2 em cima dos minuto 90. Antes e depois desse lance, não acrescentou nada. Defendeu o que tinha defesa e a atacar foi quase zero.

QUENDA (4) — Bateu um canto milimétrico para a cabeça de Inácio desviar por cima da barra da baliza de Lucas Paes. Terminou o jogo a lateral-direito sem mais nada de realce, exceto uma jogada, já com o Sporting em desvantagem, em que impediu o 1-3: Rui Silva tinha subido à área adversária para tentar o golo e Quenda correu para salvar a baliza deserta. Termina a época longe do verdadeiro Quenda. O último jogo pelo Sporting.

DANIEL BRAGANÇA (3) — Meia hora em campo a tentar organizar o que estava completamente desorganizado: o meio-campo. Tentou assumir as despesas do jogo, mas sempre sem êxito.

RAFAEL NEL (3) — Jogou vinte minutos numa altura em que os companheiros já não tinham grande coisa para lhe oferecer. Não foi por ele que o Sporting perdeu, até porque nem se percebeu muito bem quantas vezes conseguiu tocar na bola.

FAYE (2) — Foi o Faye do costume. O Faye que fez nove jogos pelo Sporting em 22 possíveis. O Faye que jogou, em média, 21 minutos por jogo. O Faye que nunca foi titular. O Faye que não marcou qualquer golo. O Faye que, nos últimos seis jogos, tinha somado uns míseros 27 minutos. Último jogo pelo Sporting?

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