Serie A: estudo indica que despedir um treinador... dá resultado
Em Itália, a mudança de treinador parece ser mais do que um mero «choque de curta duração». Um estudo recente, apresentado pela Gazzetta dello Sport, revela que, na última década, a substituição de um técnico teve, na maioria dos casos, um impacto positivo a longo prazo, com os sucessores a apresentarem um desempenho superior em mais de três quartos das situações.
A questão sobre se a troca de treinador leva a uma melhoria pontual a longo prazo é um debate recorrente no futebol. O tema ganhou nova relevância após a Fiorentina ter surpreendido no domingo ao despedir o treinador Fabio Grosso após apenas três jogos na Serie A. Na sequência deste acontecimento, a Gazzetta dello Sport realizou uma análise que sugere que, em muitos casos, o despedimento produz o efeito desejado.
A investigação do jornal italiano debruçou-se sobre as últimas 10 épocas da Serie A, analisando um universo de mais de 3.100 jogos. A conclusão mais notável é que em 76% dos casos, o treinador que assumiu o cargo obteve melhores resultados do que o seu antecessor.
Em termos numéricos, os treinadores despedidos somaram 1.368 pontos em 1.503 partidas, o que corresponde a uma média de 0,91 pontos por jogo. Por sua vez, os seus substitutos alcançaram 1.851 pontos em 1.604 jogos, elevando a média para 1,15 pontos por encontro. Esta diferença de 0,24 pontos por jornada traduz-se num ganho de nove pontos ao longo de uma época inteira para os clubes que optaram pela mudança.
O estudo destaca ainda que, ao longo da década analisada, não houve uma única temporada em que a média de pontos dos treinadores substitutos fosse inferior à dos técnicos que foram dispensados.
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