Treinador que já salvou a Fiorentina regressa para orientar Pote, João Mário e Beto
A Fiorentina, de Pedro Gonçalves, João Mário e Beto, anunciou, ao final da noite de domingo, a demissão do treinador Fabio Grosso, na sequência do pior arranque de sempre do clube na Serie A. A decisão foi comunicada através de uma nota sucinta, pondo fim a uma ligação de apenas quatro jogos oficiais e menos de dois meses.
Para o seu lugar, o clube viola optou pelo regresso de Paolo Vanoli, o técnico que havia assegurado a manutenção da equipa na temporada passada. A saída de Grosso precipitou-se após a terceira derrota consecutiva no campeonato, sofrida em casa frente ao Torino. A reviravolta no marcador foi a gota de água para uma direção que, horas antes, tinha garantido a continuidade do treinador.
Apesar de um início promissor com uma vitória convincente na Taça de Itália contra o Benevento, a equipa acumulou resultados negativos na Serie A: uma derrota por 0-4 no terreno da Roma, seguida de uma humilhante derrota em casa por 0-3 contra o recém-promovido Frosinone, e, por fim, a já mencionada derrota com o Torino.
A temporada tinha começado com grandes expectativas, sustentadas por um investimento de 130 milhões de euros em 13 novos jogadores. Grosso foi a primeira escolha do dirigente Fabio Paratici, que, apesar de afirmar que o técnico «foi sempre a nossa única opção», terá procurado treinadores mais experientes. O fracasso do projeto terá, agora, repercussões para o próprio dirigente, especialmente após relatos de um desentendimento com Grosso sobre a forma de superar a crise.
A inexperiência do treinador, que cumpria apenas o seu segundo ano na Serie A, é apontada como um dos fatores para o insucesso. As suas escolhas táticas também foram questionadas, nomeadamente a constante rotação de jogadores e sistemas de jogo. Em três partidas do campeonato, a Fiorentina nunca repetiu o onze, sofrendo um total de nove golos, o pior registo defensivo da sua história após três jornadas.
No entanto, existem atenuantes para o desempenho de Grosso. O técnico recebeu um plantel com 13 caras novas, muitas das quais chegaram nos últimos dias do mercado de transferências. Planeava implementar o seu sistema preferido, o 4-3-3, mas a falta de extremos obrigou-o a adaptar-se, primeiro para um 4-3-1-2 e, mais recentemente, para um 4-2-3-1.
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