O problema não é a idade. «A verdade é que Novak Djokovic está doente!»
Sem Querrey e John Isner, antigos tenistas norte-americanos, abordaram no seu podcast Nothing Major Show a derrota de Novak Djokovic na 1.ª ronda do US Open frente ao argentino Mariano Navone. O sérvio vomitou em campo e sentiu-se mal. Desde Cincinnati que se sabe que tem problemas de estômago, mas ninguém, exceto o melhor tenista de todos os tempos, sabe exatamente o que se passa.
John Isner também acredita que Djokovic está a lutar contra alguma 'doença'. «Este não é o melhor Novak. Isso é claro. Aos 39 anos, não se pode esperar que esteja ao mesmo nível de anos anteriores. No entanto, parece-me que está a lutar contra uma doença aguda da qual não consegue livrar-se. Para mim, isto parece mais uma luta contra uma doença do que simplesmente estar acabado aos 39 anos», comentou John Isner.
A única resposta para todas as questões sobre o seu estômago está com Nole, e se ele partilhará essas respostas com o público, descobriremos nos próximos meses. «Se ele conseguir superar isto de alguma forma e voltar completamente saudável, penso que continuaremos a vê-lo a jogar muito bem nos Grand Slams. Claro, se ele ainda quiser jogar nos grandes torneios. Atualmente, a doença está a destruí-lo, considerou ainda Isner.
Sem Querrey partilha da mesma opinião, afirmando que Novak pode alcançar o 25.º título de Grand Slam, mas apenas se estiver saudável.
«Aquele vómito em campo, como em Cincinnati, e o aspeto geral debilitado… Isso não é apenas consequência da idade, mas sim o facto de ele estar doente. Algo não está bem com ele neste momento. Independentemente do que se diga, ele não está assim tão longe [do 25.º Grand Slam]. Carlos [Alcaraz] tem pequenos problemas de lesão, Jannik [Sinner] também. Se as circunstâncias se alinharem, talvez consiga, mas é óbvio que está cada vez mais difícil», declarou Querrey.
O que disse Djokovic após a derrota em Nova Iorque?
Conhecido por não dourar a pílula, no início da conferência de imprensa após a derrota na ronda inaugural do Open americano Novak Djokovic disse o que todos vimos. «Penso que foi óbvio que me senti terrivelmente mal em campo. Infelizmente, tenho lutado com isso em quase todos os jogos este ano. Estou a vomitar... É um problema sério. Depois disso, todo o meu corpo começa a desmoronar-se, cãibras, dores... As costas cederam no final, assim como o ombro. Não consegui terminar o trabalho. Tive um break no quarto set, mas lutei desde o quarto jogo do encontro. Não quero tirar-lhe o mérito, ele lutou, é um bom rapaz, um lutador, mas eu não gostei...»
Questionado se há uma forma de resolver o problema de estômago, o vencedor de 24 títulos de Grand Slam respondeu: «Não sei. Estou a tentar. Vamos ver...». Já sobre as lições que a vida lhe serviu nos últimos meses, não conseguiu falar. Compreensível. «Não consigo aprofundar tanto agora. Estou a pensar no que está a acontecer e quanto tempo mais consigo aguentar assim.»
O melhor de todos os tempos pensou em retirar-se do encontro, mas... «Pensei em desistir, depois ganhei um set, e depois o terceiro. Talvez haja uma chance, pensei. Depois, no quarto e quinto sets, não quis desistir, quis termina», contou.
Pela primeira vez na carreira, foi eliminado na primeira ronda do US Open, nunca antes tinha perdido antes da terceira ronda. «Estou orgulhoso de todas as conquistas do passado, mas o presente é o presente.»
Djokovic também destacou o seu agradecimento ao público pelo apoio. «Foram extremamente simpáticos, estou grato pelo apoio que recebi. Além disso, não gostei muito, na verdade detestei cada momento que passei em campo, mas o público foi incrível: tentaram animar-me nos momentos importantes e lamento não ter jogado bem», concluiu.
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