Internacional espanhol tem princípio de acordo para comprar o emblema andaluz
Internacional espanhol tem princípio de acordo para comprar o emblema andaluz - Foto: IMAGO

Sergio Ramos pode ser solução para salvar o Sevilha dentro e fora dos relvados

Espanhol, que tem princípio de acordo para comprar o clube andaluz, pode voltar à alta competição, face aos grandes problemas defensivos da equipa de Matías Almeyda

Os problemas defensivos do Sevilha, que foi goleado em Maiorca (1-4) no domingo e continua em crise na La Liga, voltam a colocar o nome de Sergio Ramos em cima da mesa, numa altura em que o internacional espanhol, de 39 anos, se prepara para comprar parte do clube.

A fragilidade defensiva dos andaluzes, exposta mais uma vez no desaire expressivo no campeonato, reabriu a porta a um regresso inesperado, já que a turma orientada por Matías Almeyda é atualmente a equipa que sofre mais golos na LaLiga, com 37 golos consentidos em 22 jornadas, o que torna a luta pela permanência o único objetivo realista.

Neste cenário de crise, a falta de qualidade e experiência no setor recuado faz emergir o nome do antigo capitão. Recorde-se que o ex-Real Madrid, que se encontra livre no mercado após terminar contrato com os mexicanos do Monterrey, assinou recentemente uma carta de intenções com vários acionistas de referência para iniciar o processo de compra do clube.

Apesar de o mercado de transferências de janeiro ter fechado sem que o clube contemplasse esta hipótese, a situação mudou. Durante o processo de negociação para a aquisição do clube, o próprio jogador já tinha manifestado o desejo de voltar a vestir a camisola do Sevilha e terminar a carreira em Nervión antes de assumir funções na administração.

Contudo, a concretização deste regresso enfrenta vários obstáculos. Embora os sevilhanos tenham uma vaga por ocupar no plantel, as limitações salariais impostas pela LaLiga a clubes com excesso de gastos, como é o caso, complicam a operação. O clube não tem margem para inscrever um novo jogador e teria de explorar soluções especiais, como a apresentação de garantias bancárias, que necessitariam de negociação direta com a entidade que rege o futebol espanhol.

Outro potencial entrave seria a Lei do Desporto espanhola, que proíbe atletas no ativo de terem relações comerciais com competições em que participam — uma alteração legislativa motivada pelo caso de Gerard Piqué e a Supertaça de Espanha. No entanto, como o processo de venda do clube só deverá estar concluído por volta de junho, a dupla função de jogador e futuro acionista seria, em teoria, compatível em termos de calendário.