Seleção feminina volta a vencer a Islândia
Após na véspera já ter levado a melhor por 66-53, a Seleção feminina voltou a bater a Islândia, por 72-63 (19-14, 17-17, 19-8, 17-24), no Pavilhão Polidesportivo de Rio Maior. Última partida do estágio de preparação antes do começo da segunda fase qualificação para o EuroBasket-2027, em novembro.
Ao contrário do embate anterior, as Linces entraram com com grande eficácia, conseguindo surpreender as adversários e somarem 18 pontos logo aos 5 minutos, mas a que se seguiu uma quebra, o que permitiu às visitantes reduzir a diferença a cinco (19-14) até ao final do quarto inaugural.
Não foi por isso de estranhar que o início do segundo período tenha sido menos conseguido, com as portuguesas a permitirem a reviravolta no placard para depois recuperarem atingirem o intervalo a liderar por 36-31.
Após a ida ao balneários, a Seleção regressou mais forte e alcançou a maior vantagem na partida, chegando a estar a comandar por 19 pontos.
Com uma margem confortável, e apesar de uma tentativa de recuperação por parte das nórdicas, o derradeiro quarto serviu para Portugal consolidar conceitos defensivos e trabalhar diferentes estratégias ofensivas.
Individualmente, Inês Ramos, com 11 pontos, e Sofia Silva, com 10, foram as melhores concretizadoras do lado português, sendo as únicas a atingir a dezena de pontos. Ana Rodrigues, Maianca Umabano e Carolina Cruz só se estrearam a marcar na segunda parte.
Note-se que Portugal já havia defrontado a Islândia na primeira fase de qualificação, com vitória em casa por 100-70 e derrota fora por 62-60.
Portugal, que procura a segunda presença no Euro, depois da estreia em 2025, está integrado no Grupo N e volta a jogar oficialmente em novembro, com uma deslocação à Dinamarca a 11 de novembro, outra à Hungria a 14, e recebendo a poderosa Alemanha a 17. A última janela de qualificação está marcada para fevereiro.
O selecionador nacional José Araújo fez um balanço positivo da concentração, que terminou com duas vitórias em casa frente à Islândia, que se seguiram após dois desaire ante a Turquia, os quais o técnico classificou como «muito duros», mas considerou-os uma «ótima preparação»
«O estágio foi ótimo. Precisamos de tempo de trabalho no verão», afirmou o técnico à agência Lusa, sublinhando a importância de consolidar ideias para os desafios futuros. «Levar daqui ideias e conceitos ofensivos e defensivos é decisivo para nós», acrescentou, referindo-se aos três jogos consecutivos que a equipa terá em novembro.
O novo líder da seleção explicou que o objetivo do estágio passava por «experimentar coisas não novas, mas um bocadinho diferentes» e, ao mesmo tempo, testar novas jogadoras. «Interessa-nos o presente e o futuro», frisou, notando que os jogos contra a Islândia «levantaram outro tipo de problemas, que também são bons» para a evolução da equipa.
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