Portugal precisa de ficar num dos dos dois primeiros lugares para repetir a presença no Europeu. Foto FPB
Portugal precisa de ficar num dos dos dois primeiros lugares para repetir a presença no Europeu. Foto FPB

Portugal já conhece rivais a caminho do Eurobasket 2027

Os jogos vão realizar-se em novembro de 2026 e em fevereiro de 2027 e a Seleção Nacional tem de ficar num dos dois primeiros lugares do Grupo se quiser qualificar-se pela segunda vez na história para a fase final. Selecionador assume que o sorteio foi duro

Alemanha, Hungria e Dinamarca são os últimos obstáculos entre a Seleção Nacional e basquetebol, no Grupo N, e o Europeu de 2027. O sorteio da segunda, e derradeira, fase de qualificação para o evento feminino realizou-se, hoje, em Mies, na Suíça.

As Linces, que ocupam o 40.º lugar no ranking mundial, vão defrontar duas seleções, teoricamente, mais fortes, e um adversário mais acessível: Alemanha (11.ª), Hungria (19.ª) e Dinamarca (56.ª).

Depois de ter estado pela primeira vez num Eurobasket em 2025, no qual conseguiu a primeira vitória, frente a Montenegro, a formação das Quinas procura nova qualificação, com os jogos a realizarem-se em novembro de 2026 e em fevereiro de 2027.

Para já, as portuguesas conseguiram qualificar-se no Grupo G da primeira fase, atrás da Sérvia, que terminou 100% vitoriosa, e à frente da Islândia, com os mesmos pontos, valendo o triunfo por 100-70 em casa sobre as nórdicas para seguir em frente.

Para chegar ao Eurobasket2027, que se disputa na Bélgica, bicampeã, Finlândia, Lituânia e Suécia, Portugal terá de ficar num dos dois primeiros lugares do seu grupo.

Uma missão dura, segundo o selecionador nacional, Ricardo Vasconcelos.

«Foi um sorteio duro. Foi um sorteio não muito fácil ou favorável. Estando no terceiro pote, sabemos sempre que vão aparecer duas cabeças de série muito fortes. Ainda assim, são duas equipas com uma estrutura física, com resultados recentes muito, muito fortes e que, realmente, nos vão criar muitas dificuldades», reconheceu o técnico, em declarações à agência Lusa.

Antevendo trabalhos duros, o selecionador considerou que até a equipa do quarto pote, a Dinamarca, será difícil. «É a equipa com mais ascendente neste momento da Europa e ganhou duas vezes à Croácia na primeira fase», constatou, revelando, porém, que a ambição se mantém intacta. «Os nossos objetivos não mudam em função do grupo. Os nossos objetivos serão exatamente os mesmos que seriam com qualquer outro grupo, mas somos conscientes de que vamos ter de apresentar um basquetebol, nomeadamente do ponto de vista defensivo, muito correto, com estratégias muito adequadas para poder levar a vencidas equipas como a Alemanha, a Hungria e a própria Dinamarca», considerou, alertando para o facto de serem «equipas que rapidamente põem jogadoras de dois metros a jogar dentro do campo».