Rui Rodrigues sobre o momento do V. Guimarães: «É frustrante, mas estamos unidos»
O Vitória de Guimarães celebrou mais um ano de existência, na ressaca de um dissabor — empate com o Moreirense (1-1) — que veio agudizar o ambiente de insatisfação vivido à volta do castelo. No entanto, como já dera conta o nosso jornal, o lugar de Tiago Margarido não está em causa.
Nas primeiras declarações à margem das comemorações do 104.º aniversário dos conquistadores, ao início da manhã de ontem, após o hastear a bandeira na fachada do Estádio D. Afonso Henriques, Rui Rodrigues fez questão de frisar isso mesmo: «Internamente, acreditamos muito no treinador, nos jogadores, no trabalho que estamos a fazer... O mister, na conferência de imprensa, também disse que estamos muito unidos neste momento difícil.»
«O Vitória também é isto: resiliência, resistência… Não podemos olhar só para o momento, é todo um processo. É frustrante, mas estamos unidos e com vontade de dar a volta à situação», acrescentou o presidente dos minhotos, considerando que os resultados obtidos até então — uma vitória, quatro derrotas e dois empates— «não correspondem ao que a equipa tem feito em campo».
«Evidentemente que o que conta é a bola entrar e, nesse sentido, temos que trabalhar mais para que isso aconteça», reconheceu, ainda assim.
O dirigente, eleito pelos sócios vitorianos no passado dia 13 de junho, falou de três meses de trabalho sobre «pressão» — o natural de «um clube grande». «Temos de aceitar. A frustração dos adeptos é a nossa frustração e estamos com a vontade toda de dar a volta por cima», afirmou.
O líder máximo dos vimaranenses foi questionado ainda pelos jornalistas sobre o mercado de transferências, admitindo que «não foi um período fácil», pelo facto de ter assumido funções com o defeso já em curso e, ainda para mais, sem uma base: «Toda a estrutura que existia de estratégia do futebol saiu do Vitória. O clube ficou órfão do que era a estratégia para o futebol. Tentámos fazer o máximo possível. A única coisa que posso dizer é que não houve decisões isoladas ou individualizadas pelo Fernando Meira [diretor desportivo] ou por mim. Todos tiveram opinião.»
«Quanto às saídas, sentimo-nos um pouco frustrados porque havia mais duas ou três transferências que se poderiam ter concretizado, mas não conseguimos por questões que nos ultrapassam», confessou.
Margarido e jogadores presentes
Tiago Margarido (e respetiva equipa técnica) e atletas do plantel principal do emblema vimaranense — Samu, João Mendes, Gustavo Silva, Toni Borevkovic, Miguel Maga, Gonçalo Nogueira e Óscar Rivas — marcaram presença na cerimónia matinal.
As celebrações do 104.º aniversário do emblema fundado a 22 de setembro de 1922 foram ainda marcadas pelo cumprimento de uma promessa eleitoral de Rui Rodrigues: a criação da Fundação Vitória: «É um projeto que já estava a ser estruturado e agora formalizado.»
As cerimónias prosseguiram pela parte da tarde com uma missa na Igreja de São Domingos e a cerimónia da entrega dos emblemas aos sócios que cumprem 50 e 25 anos de ligação ininterrupta ao clube no Grande Auditório do Centro Cultural Vila Flor.
Vitória bate Felgueiras
O Vitória realizou, na manhã de ontem, um jogo particular contra o Felgueiras (1-0).
Victor Andersson foi a grande figura da partida, marcando o único golo do triunfo vitoriano sobre o emblema da Liga 2. O extremo sueco, de 21 anos, ainda atirou duas vezes o esférico aos ferros.
Aproveitando a paragem para as partidas das seleções, Tiago Margarido promoveu um encontro de preparação, em que teve oportunidade de avaliar vários jogadores menos utilizados, como Juan Castillo, Lucas Furtado, Miguel Maga, Óscar Rivas, Yeimar Mosquera, Ahmed Sidibe, Francisco Dias, Santiago Verdi, Samu, Victor Andersson, Ndoye e Patrick Ouotro. Ricardo Rocha, Mathias Tepe, Babacar (todos da equipa B) e João Pedro Silva (dos sub-19) também foram utilizados.
Pelo contrário, os titulares do jogo com o Moreirense não chegaram a entrar.