Rui Borges: «Saídas? Não quero perder ninguém»
Rui Borges, treinador do Sporting, perspetivou o duelo com o Torreense, a contar para a final da Taça de Portugal, apontando para os perigos do adversário que terá pela frente.
«A mensagem foi clara desde o primeiro momento, o máximo respeito. Vim de escalões inferiores enquanto atleta e treinador e percebo o quanto estes jogadores se transcendem perante as grandes equipas. Do outro lado, as grandes equipas tendem a entrar num facilitismo que pode sair caro. O máximo respeito. Tentei passar isso para a equipa. Se o Torreense está aqui é porque teve muito mérito. Mais do que olhar para o Torreense de uma forma depreciativa do escalão, é olhar com respeito para uma equipa que está aqui com todo o valor e mérito. Vamos ter de defrontá-los com a máxima das responsabilidades. Voltar ao Jamor é maravilhoso. É algo que marca, sonhava um dia estar aqui presente. Estou ansioso, porque todos os jogos da Taça me deixam assim. São os jogos que mais me deixam ansioso e stressante. Feliz por poder estar aqui novamente. É algo indescritível», começou por referir, em declarações à Sport TV.
«Não pode haver maior motivação do que acabar a época com um troféu. Os jogadores têm de ter essa noção. Se queremos estar nas melhores competições, temos de assumir as responsabilidades de que queremos estar nos melhores. O Morita e o Quenda são dois jogadores que vão embora, é dar-lhes esse prazer de saírem com mais uma conquista. Eu, tal como sou aqui, sou com os jogadores. Tento ser o mais claro possível. Às vezes a simplicidade do diálogo é melhor. Tento ser o mais normal possível com os jogadores e o mais honesto. Eles depois ganham o respeito deles. Há grandes treinadores mesmo nos escalões inferiores. Os treinadores portugueses são de excelência. Depois é saber lidar com 30 cabeças diferentes. Fui um jogadorzinho. Próxima época? Há coisas que vamos moldando, dependerá dos jogadores que tivermos à nossa disposição», acrescentou, abordando possíveis despedidas no lado do Sporting.
«Já disse que sou muito frio. Não quero perder ninguém. O que posso dizer a qualquer jogador é agradecer por me respeitarem. Tem a ver com aquilo que dão por mim. Quando entro nos meus grupos, a primeira coisa que digo é que não vou fazer deles melhores jogadores, vou é ajudá-los a crescer. São os jogadores que fazem de mim treinador. Por mais que ache que seja que sou bom treinador, se eles não acreditarem em mim, não há quem sobreviva», completou.