Reviravolta, goleada e Portugal enfrenta duelo ibérico pelo ‘tri’!
Falta um passo e, ao mesmo tempo, o mais difícil: Portugal está apurado para a final do Euro 2026, a disputar no sábado, e na qual irá medir forças com o seu maior rival na discussão pelo título, a Espanha. Para o fazer, a equipa das Quinas afastou a França, opositor que chegou a estar na frente do resultado e criou apuros na primeira parte, mas acabou vergado a um justo e robusto triunfo luso (4-1).
Tal como havia sucedido ante a Bélgica, na partida referente aos quartos de final, a entrada em quadra não foi famosa para os comandados de Jorge Braz, que até adotaram uma postura mais dominadora mas viram-se em desvantagem aos 6’ devido a um lapso de Bernardo Paçó, que errou na abordagem ao remate de Touré, que estava ao seu alcance.
O golo sofrido foi recebido por Portugal como um castigo e o conjunto nacional demorou a assentar o seu jogo e partiu para uma primeira parte de domínio repartido na qual rematava com maior frequência, mas a França respondia quase sempre com perigo e apenas nos minutos finais do primeiro tempo a persistência portuguesa deu frutos.
E de que maneira: em menos de um minuto, Portugal passou de um incómodo 0-1 para um bem mais animador 2-1, face aos golos de Diogo Santos, bem servido ao segundo poste por Tomás Paçó que, segundos depois, assinou o 2-0, num pontapé de primeira a partir de fora da área que correspondeu a um canto batido de forma aérea por Pany Varela.
Portugal regressava para a segunda parte em vantagem e essa condição deu-lhe maior serenidade, que se refletiu num menor número de erros diretos e uma gestão muito mais precisa da partida nos primeiros minutos e à espera de um terceiro golo, que esteve próximo aos 26, numa jogada de insistência finalizada com remate ao poste de Pauleta.
Daí até o golo se materializar passaram três minutos, até uma recuperação de bola de Erick Mendonça a meio-campo para este tabelar com Tomás Paçó, que voltou a estar diretamente ligado a uma finalização (um golo e duas assistências) e, com classe, pisou a bola para trás, onde Erick atirou para o 3-1.
O cenário tornava-se ainda mais difícil para a França, que arriscou no 5x4 e poucos segundos após ter introduzido o guarda-redes avançado em quadra teve uma perda de bola devidamente aproveitada por Bernardo Paçó.
O guardião luso atirou de baliza a baliza e a bola embateu no poste direito para caprichosamente ressaltar em Gueddoura, que não evitou o autogolo e o quarto tento, que sentenciou a qualificação portuguesa para a decisão pelo título europeu, na qual a equipa das Quinas lutará pelo tricampeonato frente a nuestros hermanos no final da tarde deste sábado.