Do susto à goleada, Portugal está nas meias do Europeu
Ao quarto jogo neste Europeu e no primeiro a eliminar, Portugal impôs a sua lei e confirmou o favoritismo que detinha à partida frente à Bélgica, não sem antes ter passado por um susto, tendo sofrido uma desvantagem inicial. Nada, porém, que tenha afetado a capacidade e predominância de Portugal que, na segunda parte, já goleava e acabou por fixar um confortável 8-2.
O início não foi o melhor para a equipa das Quinas, que se deparou com uma Bélgica corajosa e um guarda-redes inspirado – Vrancken defendeu tudo o que lhe apareceu por diante até que, aos 9’, a equipa belga colocou uma transição na sua referência atacante, Rahou, que após ter feito uma maldade a André Coelho colocou a bola perto da baliza para um desvio infortunado de Pany Varela, que não evitou o autogolo.
A Seleção Nacional reagiu com autoridade e teve de persistir perante a parede Vrancken até que aos 13, segundos após Diogo Santos ter atirado ao poste, uma jogada coletiva de realce permitiu obter a igualdade – Afonso Jesus recebeu pela direita e serviu Bruno Coelho que, à boca da baliza, se limitou a encostar para o 1-1.
Da igualdade até à reviravolta distaram quatro minutos e com direito a um golaço – Erick serviu Pany Varela, que atirou de forma fulminante ao ângulo e colocou Portugal numa posição de vantagem que não mais perdeu e que até cresceu pouco antes do intervalo, numa finalização de André Coelho após mais uma jogada coletiva.
Depois de uma primeira parte mais dificultada do que seria inicialmente expectável, Portugal aumentou os índices de eficácia na segunda parte e transformou o 3-1 numa distância bem mais considerável.
Com pouco mais de dois minutos jogados, Ruben Góis encostou para o 4-1 e, a partir daí, passou a ser uma questão meramente matemática: Pany Varela surgiu em diagonal, pela esquerda, para o 5-1 aos 26’, e aos 29’ Lúcio Rocha arrancou pela direita, em slalom até atirar para o sexto golo português.
Com a derrota sentenciada, a Bélgica apostou no 5x4 para reaproximar os números e conseguiu-o através do jogador designado para guarda-redes avançado, Aabbou – que, segundos antes, já havia atirado ao poste – mas Portugal não retirou o pé do acelerador e marcou por mais duas vezes, ambas dentro do minuto final, numa recarga de Pauleta e, por fim, Pany Varela, perante uma baliza deserta.
A equipa das Quinas segue viva rumo à ambição de alcançar o terceiro título europeu consecutivo e irá defrontar a França, esta quarta-feira, pelo acesso à final da competição.