Representar os adeptos com capacidade de batalha e a estreia de Pietuszewski: tudo o que disse Farioli
Francesco Farioli elogiou a entrega dos seus jogadores e a forma como se bateram perante um adversário complicado e um estádio que empurrou bastante a sua equipa. O treinador italiano do FC Porto ainda falou sobre a estreia do jovem polaco Oskar Pietuszewski, assim como sobre a mensagem que passou aos jogadores ao intervalo, de forma a alterarem o jogo na segunda parte.
Foi o jogo mais difícil da época?
- Não sei. Claramente foi muito complicado, mérito do Vitória, da forma como jogou, sendo muito intenso, bem organizado, a atacar o espaço e a obrigar-nos a correr muito. Mas tivemos também capacidade para criar algumas oportunidades. Certamente não foi o nosso melhor jogo da época, mas tivemos a capacidade de ser pacientes, de trabalharmos arduamente, representamos bem a nossa gente, competindo e correndo bastante.
Quando viu o penálti falhado e a bola no poste pensou que podia sair com os três pontos?
- Faz parte do jogo, o que é importante é o desejo de tentar novamente. O impacto dos jogadores que entraram ajudou-nos muito a continuar a acelerar a partida. O Oskar [Pietuzsewski] entrou muito bem, ganhando o penálti. O William [Gomes] e Rodrigo [Mora] também estiveram a bom nível. A equipa trabalhou bastante e também é importante que o nosso guarda-redes tenha mantido mais uma folha limpa.
Apesar da estatística ter sido dividida, valoriza mais este género de triunfos?
- Claro que tiveram um par de oportunidades em que o Diogo Costa esteve impecável. Faz parte do jogo e ter um dos melhores guarda-redes do mundo é motivo de orgulho para nós. Preferimos que jogue apenas com os pés, mas por vezes é preciso que defenda. Tivemos muitas batalhas e conseguimos estar sempre ligados à corrente.
A equipa pareceu um pouco ansiosa na primeira parte. Que mensagem transmitiu ao intervalo?
- Na realidade foi mais sobre o feeling, sobre as dificuldades, o estádio estava quente e a empurrar a sua equipa. Têm jogadores muito rápidos que nos obrigaram a correr muito, o que não costumamos fazer. Resolvemos algumas situações já na última. Ao intervalo pedia que se mantivessem calmos, que ganhassem duelos e segundas bolas e foi isso que fizemos. Estivemos mais intensos e a pressionar melhor e mais alto. Manter o campo bem aberto. No geral criamos situações para chegarmos ao golo.
Que importância teve a mobilidade dos médios interiores, nomeadamente na segunda parte?
- Apenas pedi que fossem mais efetivos nos duelos que se acalmassem. Na primeira parte tivemos alguns maus toques, com maus passes que nos impediram de sair para criar oportunidades. Na segunda fomos melhores, com a situação do Gabri Veiga e do Borja Sainz. Aumentamos a qualidade do nosso jogo ofensivo e também tivemos alguns momentos em que tivemos de sofrer. Fazer 30 pontos em dez jogos fora é algo impressionante.
Como observou a estreia do Oskar Pietuszewski?
- O impacto foi fantástico. Logo na primeira bola que tocou foi um duelo no ar, em que mostrou poder e energia, ganhando a primeira bola e depois a segunda. No lance do penálti, vimos o seu desejo de ser vertical. A maturidade que mostrou no seu primeiro jogo é impressionante. Este primeiro impacto foi ótimo. Também o Deniz [Gul] entrou muito bem, segurando a bola e passando com qualidade.
Que importância tem ultrapassar esta barreira e chegar possivelmente com esta vantagem ao duelo com o Sporting, em casa?
- Ainda falta muito, pois temos jogos complicados pela frente. Agora, o nosso foco está na Liga Europa, em que temos de competir e um resultado positivo vai ajudar-nos a ficar mais perto da próxima fase.