Martim Fernandes tenta cruzamento, mas vai sair demasiado largo. Foto Rogério Ferreira/Kapta+
Martim Fernandes tenta cruzamento, mas vai sair demasiado largo. Foto Rogério Ferreira/Kapta+

Em noite de desinspiração valeu-lhes o capitão (as notas do FC Porto)

Diogo Costa decisivo a manter a baliza em branco. Pietuszewski abanou e Alan Varela não tremeu
Melhor em campo: Diogo Costa (7)
Pode um guarda-redes que só defende três remates em 90 minutos ser a maior figura de um triunfo? Pode, sobretudo quando a terceira defesa tem a dificuldade, e a espectacularidade, que teve a de Diogo Costa aos 68 minutos, quando Lebedenko surgiu a cabecear à queima-roupa, ao segundo poste. O guarda-redes portista evitou, aí, com colocação excecional e reflexos magníficos, que o Vitória passasse para a frente do marcador. Mais: foi o ponto de viragem da partida. Diogo Costa não negou só o golo, esvaziou também o balão dos vimaranenses, criando condições para chegar à vitória. Antes, na primeira parte, com bem menor grau de dificuldade, segurou remates de Samu (10') e Saviolo (19').

Alberto (5) — De volta ao onze depois de ter sido suplente no clássico da Taça, frente ao Benfica, viveu noite de pesadelo perante a velocidade, e o atrevimento, de Saviolo. Raramente conseguiu travar o extremo vimaranense no um para um, sofreu a bom sofrer, mas teve o mérito de se integrar no ataque, fazendo o overlap com Pepê e aparecendo com algum perigo junto à área contrária — e assim ganhou o primeiro penálti.

Thiago Silva (5) — Ndoye foi uma mão cheia, e sentiu dificuldades perante o jogo físico do adversário, mas usou a experiência para minimizar os problemas, apesar de um ou outro momento mau: aos 64' viu um passe ser intercetado por Saviolo, originando remate perigo de Camara.

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Kiwior (6) — O melhor da defesa. Também sofreu com Ndoye — aos 9' perdeu para o herói da Taça da Liga, originado ataque perigoso do Vitória —, mas surgiu quase sempre no caminho da bola, limpando vários lances de perigo, intercetando um ou outro remate venenoso (como um de Strata, aos 44'). E perante a incapacidade do dragão para se libertar da pressão contrária, ainda arriscou no passe longo: aos 56' encontrou Borja Sainz na área, mas o espanhol não aproveitou.

Martim Fernandes (5) — Percebeu logo aos 3 minutos que ia ter uma noite sofrida, quando teve de vir ao meio para intercetar remate de Camara em zona perigosa para negar o primeiro golo do Vitória. Teve uma ou outra falha — aos 27' cortou para zona proibida e convidou Samu e Ndoye a marcarem, mas os vimaranenses atrapalharam-se um ao outro... —, mas sobreviveu. Só que a atacar foi quase zero.

Froholdt (5) — Desaparecido em combate, teve pouca bola, raramente a pediu, e nunca conseguiu ser um motor de construção do jogo ofensivo. Redimiu-se a defender, surgindo várias vezes em zonas nevrálgicas, qual pronto-socorro, para resolver falhas de companheiros, como aos 30', quando impediu que a bola chegasse a Samu em zona perigosa, ou aos 45+2', compensando Pepê.

Alan Varela (7) — Recuperou o lugar no onze, devido ao castigo de Pablo Rosario, mas esteve longe de ser o pilar de construção que se viu no início da época. Mas depois de uma primeira parte bem pobre, começou a soltar-se na segunda, e com dois passes magníficos criou as duas melhores ocasiões dos dragões em bola corrida: aos 53' encontrou Gabri Veiga na área, mas o espanhol atirou ao lado; aos 71' colocou Borja Sainz na cara do golo, mas o espanhol rematou ao poste. E depois, com Samu já no banco, chamado a bater o penálti que poderia dar a vitória, aos 85', não tremeu e finalizou com classe.

Gabri Veiga (4) — Se Froholdt esteve escondido, que dizer do espanhol? A primeira vez que se viu foi para rematar um livre, em zona convidativa, por cima, aos 36'. A segunda foi aos 53', quando se desmarcou bem para receber passe de Varela mas atrapalhou-se e acabou por rematar ao lado. A terceira foi aos 60', quando foi substituído por Mora.

Pepê (4) — Péssima entrada em jogo, com dois ataques perigosos, sobretudo o primeiro, em dois para dois, desperdiçados com maus passes. Nunca desequilibrou e também não foi grande ajuda para Alberto a defender.

Samu (4) — Falhou pela primeira vez um penálti, mas não foi só isso que tornou o jogo do ponta de lança negativo. Nunca conseguiu entrar em profundidade pela defesa vimaranense e, obrigado a jogar de costas para a baliza, também nunca conseguiu virar-se. O melhorzinho que se viu foi quando fez de pivô e deu de primeira para trás, para Varela lançar de primeira Gabri Veiga.

Borja Sainz (4) — Bem aberto na esquerda, raramente teve bola, e quando a teve nunca conseguiu desequilibrar. Aos 71' lá procurou terrenos mais interiores e, com uma excelente desmarcação, teve o golo nos pés, mas acertou no poste.

Rodrigo Mora (6) — No lugar de Gabri Veiga, deu logo nova dinâmica ao jogo ofensivo portista, até tentando o um para um de que os dragões tinham fugido a sete pés na primeira hora. Aos 72' e 75' ainda ameaçou, mas errou o alvo em ambas as ocasiões.

William Gomes (5) — Entrou para a direita e deu um bocadinho mais de gás ao jogo que Pepê, sem ser determinante.

Pietuszewski (7) — Que estreia! O miúdo polaco de 17 anos foi decisivo no triunfo, ao ganhar o penálti que Varela transformou no único golo do jogo, depois de receber na esquerda e entrar em drible na área antes de ser rasteirado por Telmo Arcanjo. E ainda expulsou o adversário no último minuto da compensação.

Deniz Gul (5) — Fugiu mais à marcação que Samu, e recebeu em zonas mais recuadas para esticar o jogo dos dragões, mas aquele remate a 30 minutos logo depois de entrar não fez qualquer sentido...

Bednarek (–) — Não estava nas melhores condições, por isso foi suplente, mas ainda entrou na compensação para ajudar a segurar a vitória.