Emma Raducanu, tenista britânica de 23 anos
Emma Raducanu, tenista britânica de 23 anos

Princesa britânica do ténis está volta após vencer vírus misterioso (fotos)

Depois de dois meses de calvário, a antiga campeã do US Open vai regressar. Emma Raducanu reuniu-se com o treinador da sua maior conquista para atacar Estrasburgo e Roland Garros. «Senti-me exausta, mas virei a página», confessa a britânica

Emma Raducanu está finalmente de volta à luz dos holofotes e não o faz de forma discreta. Após um hiato de 66 dias, provocado por uma infeção pós-viral que a deixou «drenada e sem energia», a estrela britânica escolheu o torneio de Estrasburgo para testar os seus limites antes de rumar ao saibro de Roland Garros.

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Mas a grande bomba que está a agitar o circuito não é apenas o seu regresso físico, mas sim a sua equipa técnica. Num movimento de regresso às origens, Raducanu reatou a parceria com Andrew Richardson, o técnico que a guiou naquela caminhada histórica e improvável rumo ao título do US Open em 2021.

Quase cinco anos e oito treinadores depois, a tenista de 23 anos decidiu confiar novamente no homem que melhor conhece os seus segredos em court.

O calvário do vírus e a motivação renovada

Em declarações que revelam a dureza dos últimos meses, Raducanu não escondeu o sofrimento: «Pós-viral é muito difícil. Sentimo-nos esgotados, cansados, sem ponta de energia. Foi difícil e arrastou-se por muito tempo.»

A tenista chegou mesmo a desistir do Open de Itália apenas minutos depois de uma conferência de imprensa onde dizia estar a melhorar, o que ilustra a incerteza que viveu.

Agora, com Richardson de volta à box, o discurso mudou. «Sinto-me num lugar melhor. Nas últimas três semanas virei a página e sinto-me muito melhor fisicamente. Estou motivada, com fome de competição e feliz por estar a treinar ao mais alto nível todos os dias».

Teste de fogo frente a Diane Parry

O primeiro grande teste desta nova era Raducanu acontece já esta terça-feira, na primeira ronda de Estrasburgo, frente à francesa Diane Parry. Sem o estatuto de cabeça de série, Raducanu sabe que terá um caminho espinhoso em Roland Garros, mas a presença do seu treinador nas bancadas promete devolver-lhe a confiança que parece ter ficado esquecida em Nova Iorque há três anos.

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