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Ex-selecionador sul-coreano obrigado a fugir do país após ameaças de morte
Hong Myung-bo, que orientou a Coreia do Sul no Mundial 2026, renunciou ao cargo e viajou para os Estados Unidos na sequência da eliminação precoce da equipa e de um clima de forte contestação.
A surpreendente eliminação da Coreia do Sul na fase de grupos do Campeonato do Mundo, que decorre nos Estados Unidos, México e Canadá, teve consequências drásticas para o ex-selecionador Hong Myung-bo. O técnico, de 57 anos, não só se demitiu como se viu forçado a abandonar o país devido a ameaças de morte.
A contestação ao trabalho do treinador foi generalizada, culminando com a sua chegada à Coreia do Sul, onde foi recebido com cartazes de protesto e um ambiente de grande fúria, que obrigou a um reforço da segurança policial para evitar incidentes. Perante este cenário, e após continuar a receber ameaças, Hong Myung-bo decidiu partir para os Estados Unidos. O canal de televisão MBC captou imagens do técnico no aeroporto, onde tentava passar despercebido, usando um boné e uma máscara.
Former Korean coach Hong Myung-Bo was caught at the airport fleeing South Korea for Los Angeles.
— Joon Lee (@joonlee) July 3, 2026
This man genuinely might not be able to return home after the president of his country called for an investigation into why the team did so poorly. pic.twitter.com/MFkfFkHPXT
A pressão sobre o selecionador atingiu até a esfera política. O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, criticou publicamente as suas decisões, afirmando que «se uma pessoa incapaz é designada como líder, o resultado é tão previsível como o fogo». Estas palavras ecoaram por todo o país, intensificando a onda de críticas.
No seu comunicado de demissão, Hong Myung-bo dirigiu-se à nação. «A todo o povo coreano que ama e apoia a nossa seleção nacional, gostaria de apresentar um pedido de desculpas genuíno. Quero anunciar hoje que deixo o cargo de selecionador principal da equipa nacional», declarou.
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