Hong Myung-bo, ex-selecionador da Coreia do Sul
Hong Myung-bo, ex-selecionador da Coreia do Sul - Foto: IMAGO

Ex-selecionador sul-coreano obrigado a fugir do país após ameaças de morte

Hong Myung-bo voltou... para os Estados Unidos depois da eliminação da fase de grupos do Mundial 2026. Foi apanhado pela imprensa da Coreia do Sul no aeroporto, disfarçado

Hong Myung-bo, que orientou a Coreia do Sul no Mundial 2026, renunciou ao cargo e viajou para os Estados Unidos na sequência da eliminação precoce da equipa e de um clima de forte contestação.

A surpreendente eliminação da Coreia do Sul na fase de grupos do Campeonato do Mundo, que decorre nos Estados Unidos, México e Canadá, teve consequências drásticas para o ex-selecionador Hong Myung-bo. O técnico, de 57 anos, não só se demitiu como se viu forçado a abandonar o país devido a ameaças de morte.

A contestação ao trabalho do treinador foi generalizada, culminando com a sua chegada à Coreia do Sul, onde foi recebido com cartazes de protesto e um ambiente de grande fúria, que obrigou a um reforço da segurança policial para evitar incidentes. Perante este cenário, e após continuar a receber ameaças, Hong Myung-bo decidiu partir para os Estados Unidos. O canal de televisão MBC captou imagens do técnico no aeroporto, onde tentava passar despercebido, usando um boné e uma máscara.

A pressão sobre o selecionador atingiu até a esfera política. O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, criticou publicamente as suas decisões, afirmando que «se uma pessoa incapaz é designada como líder, o resultado é tão previsível como o fogo». Estas palavras ecoaram por todo o país, intensificando a onda de críticas.

No seu comunicado de demissão, Hong Myung-bo dirigiu-se à nação. «A todo o povo coreano que ama e apoia a nossa seleção nacional, gostaria de apresentar um pedido de desculpas genuíno. Quero anunciar hoje que deixo o cargo de selecionador principal da equipa nacional», declarou.

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