Pogacar revalida título na Volta à Flandres e destrói Van der Poel e Evenepoel
Tadej Pogacar (UAE Emirates) venceu, este domingo, a 110.ª Volta à Flandres pela segunda vez consecutiva, terceira de sempre (2023), juntando-se ao restrito grupo de recordistas da clássica belga.
Naquela que era a edição mais aguardada por, pela primeira vez numa corrida de um dia, que não fosse o Campeonato do Mundo, juntar Pogacar, Mathieu Van der Poel (Alpecin-Premier Tech) e Remco e (Red Bull-BORA-hansgrohe), o esloveno da UAE Emirates superiorizou-se a todos nos últimos quilómetros e deixou o neerlandês van der Poel na segunda posição, enquanto o belga Evenepoel fechou o pódio.
Numa demonstração de força, Pogi’ atacou a 18 km da meta e deixou para trás o principal rival, cortando a meta isolado com o tempo de 6.20,07h. Com este triunfo, o terceiro em três dias de competição esta temporada, Pogacar soma já vitórias na Strade-Bianche e na Milão-São Remo, dois dos cinco Monumentos do ciclismo.
Aos 27 anos, Tadej alcançou o seu 12.º Monumento, ultrapassando o lendário Roger De Vlaeminck e ficando a sete do recordista Eddy Merckx. Mathieu van der Poel , que procurava o seu quarto triunfo na prova, chegou 34s depois e o estreante Remco Evenepoel a 1.11m. Já Wout van Aert (Visma-Lease a Bike), outro dos cabeças de cartaz da prova, concluiu na 4.ª posição, a 2.04 minutos.
«Foi uma corrida louca. Não sei o que dizer, foi super difícil desde não sei que quilómetro. Foi um jogo de paciência», afirmou Pogacar, em declarações à Eurosport.
A corrida, com 278,2 km entre Antuérpia e Oudenaarde, começou a ser decidida a mais de 100 km do fim, no Molenberg, quando a UAE Emirates impôs um ritmo forte que selecionou o pelotão. Mais tarde, a 57km da meta, Pogacar lançou um primeiro ataque no Oude Kwaremont, ao qual apenas Van Aert respondeu de imediato, embora tenha pago o esforço pouco depois.
Van der Poel e Evenepoel, gerindo melhor o respectivo ritmo, conseguiram juntar-se a Pogacar na frente, formando um trio de luxo a mais de 50 km da chegada. Contudo, Evenepoel não teve capacidade para acompanhar o ritmo dos dois grandes dominadores dos Monumentos na atualidade e acabou por ceder, deixando a decisão para um duelo entre Pogacar e Van der Poel.
O ataque decisivo do esloveno a 18 km do final selou o destino da prova, garantindo-lhe a terceira vitória na Ronde’ depois dos triunfos em 2023 e 2025. «Eu não corro muito, por isso quando corro há pressão para ganhar. Até agora, correu tudo na perfeição para mim», acrescentou, revelando-se «motivado» para a Paris-Roubaix do próximo domingo, o único monumento que lhe falta na coleção e para o qual se disse que esta prova servia de teste À sua capacidade para esse momento.
No que toca aos ciclistas portugueses da UAE Emirates, António Morgado terminou na 105.ª posição, enquanto Rui Oliveira foi forçado a desistir após uma queda nos primeiros metros. O luso desequilibrou-se poucos depois do início da clássica flamenga, desviou-se da rota e embateu nos separadores publicitários. Depois levantou-se e regressou à prova, ainda que abalado, recebendo palavras de incentivo e aplausos do público presente. Mas mais tarde sentiu que não estava em condições de continuar.