Adeptos do Senegal
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«Perigo imediato»: Senegal protesta condições em Marrocos antes da final da CAN

Vários problemas detalhados, incluindo segurança, alojamento, instalações de treino e bilhetes

A Federação do Senegal expressou sérias objeções relativamente a questões de segurança, alojamento e distribuição de bilhetes, poucas horas antes do crucial confronto com Marrocos na final da Taça das Nações Africanas (CAN).

O ambiente está tenso, com a equipa de Sadio Mané a denunciar uma série de problemas enfrentados à chegada a Rabat.

Através de um comunicado oficial, a Federação Senegalesa (FSF) referiu medidas de segurança insuficientes, condições de alojamento inadequadas e um número extremamente limitado de bilhetes para os seus adeptos.

«A FSF deseja informar o público e os organizadores sobre as contínuas disfunções na organização da final da Taça das Nações Africanas. Denunciamos a total ausência de medidas de segurança adequadas aquando da chegada da nossa delegação à estação ferroviária de Rabat. A falta de segurança expôs os jogadores e a equipa técnica a perigo imediato, pois encontraram-se a poucos metros dos adeptos locais, colocando em risco a sua integridade física.»

O Senegal denuncia ainda que teve de protestar para ter um alojamento melhor: «Relativamente ao alojamento, apresentámos um protesto formal sobre a qualidade do hotel inicial. Posteriormente, foram-nos atribuídos quartos num hotel de cinco estrelas, garantindo assim as condições adequadas de preparação para a final.»

Sem local de treino

«Além disso, recusámo-nos a realizar o nosso treino no complexo desportivo Mohamed VI, uma vez que estas instalações são o local de treino da equipa adversária. Aguardamos ainda informações sobre o local onde se realizará o nosso último treino», diz-se ainda.

Por fim, os bilhetes: «Expressamos o nosso descontentamento com a distribuição dos bilhetes. O pacote oficial VVIP inclui apenas dois bilhetes, ao contrário do que aconteceu na meia-final. Embora tenhamos garantido os bilhetes disponibilizados pela federação africana (300 na primeira categoria, 85 na segunda e 1700 na terceira), consideramos que este número é insuficiente para cobrir a enorme procura. Denunciamos estas restrições como punitivas para os adeptos senegaleses.»