O impossível esteve perto de ser escrito, mas o Atlético sofreu o que era possível (crónica)
Na temporada 2016/17 e numa eliminatória da Champions o Barcelona perdeu 0-4 no jogo da primeira mão em Paris frente ao PSG, parecia que tudo estava decidido a favor da equipa que então treinava Unai Emery mas no segundo jogo no Nou Camp o Barça ganhou 6-1 e continuou na prova, este exemplo deve ter feito acreditar aos adeptos e jogadores barcelonistas que, nove anos depois, era possível repetir o milagre.
Esse convencimento levou a turma de Hansi Flick a lançar-se, desde o primeiro momento, abertamente ao ataque obrigando o Atlético a refugiar-se no seu meio campo com duas linhas defensivas de cinco jogadores cada uma, aguentando como podia o vendaval ofensivo do Barça e neutralizando as ocasiões de perigo que iam surgindo nas proximidades da baliza visitante ontem defendida pelo argentino Musso que se viu obrigado a fazer intervenções de grande mérito.
O primeiro contratempo sofrido pelo Barça foi a lesão de Koundé, João Cancelo que iniciara o jogo no lado esquerdo, passou para a direita sendo o lugar do jogador português ocupado por Baldé que acabaria também por se lesionar. Isso, porém, não afetou o jogo da equipa que continuou a pressionar tudo o que podia fazendo sofrer ao Atlético que só esporadicamente e de forma tímida saía do seu refúgio e se aproximava da grande área dos locais.
Mas, tantas vezes foi o cântaro à fonte que, numa delas, apareceu o golo que o Barça tanto buscava, Lamine Yamal internou-se pela esquerda, centrou para a área e aí apareceu Bernal para mandar a bola para o fundo da baliza. Estava feito o primeiro golo ao que, logo a seguir, podia ter aparecido o segundo num com centro de Cancelo que Raphinha concluiu com um remate de cabeça que só por pouco não atingiu o alvo.
Bernal e Raphinha deixam os blaugrana a meio caminho de empatar a eliminatória 😱
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2-0 ao intervalo 🍿#sporttvportugal #FUTEBOLnaSPORTTV #TaçadoRei #Barcelona #AtleticodeMadrid pic.twitter.com/aVx6kXMFA4
Nos minutos finais antes do intervalo o Atlético apareceu um pouco mais no ataque, Griemann mandou uma bola à trave (mas a jogada era passível de fora de jogo) e Lookman, em posição ideal para marcar, rematou de cabeça por alto com Joan García batido. Na resposta e no último minuto do tempo de compensação, o Barça logrou o segundo golo, Pedri foi derrubado dentro da área por Pubill, penálti claro que Raphinha não desperdiçou. Na véspera Flick advertira que era fundamental fazer dois golos antes do intervalo, o seu desejo tornou-se realidade, a metade do desafio estava cumprida a metade da missão.
No recomeço pareceu que o Atlético queria dar um passo em frente para aliviar a pressão e até tentar marcar algum golo, mas o Barça não tardou em recuperar a intensidade do primeiro tempo, João Cancelo obrigou Musso a uma grande defesa e pouco depois um bom centro seu levou o esférico a Bernal que não deixou fugir a oportunidade fazendo o terceiro golo que colocava o Barça apenas um de igualar eliminatória.
Bisa Bernal e deixa o Barcelona a 1 golo de empatar a eliminatória 😱#sporttvportugal #FUTEBOLnaSPORTTV #TaçadoRei #Barcelona #AtleticodeMadrid pic.twitter.com/xKNRxXW7Nv
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Depois disso o Barcelona intensificou os seus ataques à procura do tento que lhe faltava enquanto Diego Simeone punha o autocarro em frente da baliza de Musso defendo a pequena vantagem que lhe restava, os últimos minutos foram de nervosismo e emoção, mas já não houve mais golos. O Barcelona fez tudo o que pôde, mas não conseguiu o golo que lhe faltava e o Atlético, heroicamente, resistiu e regressou a casa sendo finalista. Boa exibição de Cancelo, com pouco trabalho a defender foi um atacante mais com boas incursões e alguns centros de grande qualidade, está feliz no Barça e ali quer continuar.
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