Especialista de arbitragem A BOLA analisa o lance entre o moçambicano do Sporting e Romain Correia

Penálti sobre Geny Catamo no Sporting-Marítimo? A visão de Pedro Henriques

Especialista de arbitragem de A BOLA diz que lance entre o internacional moçambicano dos leões e Romain Correia, aos 66 minutos, foi bem ajuizado e que não havia motivo para castigo máximo. Cores dos equipamentos é aspeto que merece melhor análise, defende

1’: As duas equipas devem usar cores que as distingam. Acredito que ao nível da relva não tenham gerado tanta dificuldade de distinção, mas ao nível televisivo é uma autêntica confusão, com a pergunta, quem é quem? Incompreensível o árbitro ter autorizado.

5’: Golo bem anulado aos leões, pois quando a bola vai do pé esquerdo de João Simões para Jesse Derry, este estava claramente adiantado em relação ao penúltimo adversário. O assistente, bem, só levantou a bandeirola depois de o esférico ter entrado na baliza dos madeirenses.

39’: Cartão amarelo bem mostrado a Rafael Fernandes por rasteirar Moncef Zekri quando o lateral-esquerdo leonino fugia em velocidade e com perigo na área insular, cortando, dessa forma, um ataque prometedor, razão pela qual foi bem sancionado disciplinarmente.

45’: O árbitro não deu tempo extra no final do primeiro tempo, mas com a mostragem de um cartão amarelo e um golo e respetiva comemoração, deveria, pelo menos, ter dado um minuto de tempo adicional nesse período.

Positivo:

Dois amarelos bem mostrados, golos todos legais, boas decisões nas áreas

e bem os assistentes nos fora de jogo

56’: Eduardo Quaresma, ao agarrar com ambas as mãos Maurice Boakye e dessa forma impedir que o jogador insular pudesse entrar no interior da grande área, cortou uma jogada de perigo, um ataque prometedor, razão pela qual foi assinalado livre direto e mostrado cartão amarelo.

60’: Geny Catamo ficou no chão, lesionado, levando o árbitro à interrupção do jogo para se inteirar do seu estado físico. Acabou por não ser necessária a entrada da equipa médica para o internacional moçambicano do Sporting, mas o simples facto de o árbitro ter interrompido a partida e de ir ter com o jogador, fez com que, e de acordo com a nova alteração das leis de jogo para esta época, o camisola 10 dos leões tenha sido obrigado a sair do tereno de jogo, só podendo reentrar um minuto depois. 60’ Geny Catamo ficou no chão, lesionado, levando o árbitro à interrupção do jogo para se inteirar do seu estado físico. Acabou por não ser necessária a entrada da equipa médica para o internacional moçambicano do Sporting, mas o simples facto de o árbitro ter interrompido a partida e de ir ter com o jogador, fez com que, e de acordo com a nova alteração das leis de jogo para esta época, o camisola 10 dos leões tenha sido obrigado a sair do tereno de jogo, só podendo reentrar um minuto depois.

Lei 5: (O árbitro), página 75, lesões. Quando uma lesão provocar a interrupção do jogo ou retardar o respetivo recomeço, o jogador lesionado deve deixar o terreno de jogo e apenas pode regressar um minuto após o jogo ter sido reiniciado.

Negativo:

As cores dos equipamentos sem sentido. Tempo extra dado em ambas as partes e um amarelo por mostrar

60’: Paulo Henrique fez o movimento com o corpo para ir ao encontro de Geny Catamo, obstruindo a sua progressão, e tudo isto com a bola a ser jogada noutro local, razão pela qual o árbitro, ao ter dado a lei da vantagem, na interrupção seguinte devia ter advertido o defesa do conjunto insular.

66’: Romain Correia, ao fazer a rotação, acaba por ocupar o espaço por onde ia passar Geny Catamo, não havendo obstrução, apenas contacto legal na ocupação de espaço e disputa de bola. O árbitro nada assinalou, e bem, já que não havia motivo para pontapé de penálti.

90’: No golo do Marítimo, que foi legal e sem infração à lei do fora de jogo, no momento do passe de Igor Julião para Adrian Butzke, que acabou por finalizar com sucesso a jogada, este está em posição legal, pois é Eduardo Quaresma que lhe valida a posição.

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90’: Num jogo que está com o resultado na margem mínima e numa competição que é a eliminar, dar apenas três minutos é uma decisão errada ao nível do tempo extra. Deveria ter sido avaliada (e validada) a recuperação de tempo perdido, pois as incidências da etapa complementar obrigavam a que fossem dados, pelo menos, cinco minutos de tempo adicional, pois tivemos; dois golos e respetivas comemorações, a amostragem de um cartão amarelo, uma interrupção de jogo para ver o que se passava com Geny Catamo, que estava no solo, e ainda seis paragens para substituições onde entraram dez jogadores.

Lei 4: (Equipamento dos jogadores) página 68, ponto 3. As duas equipas devem usar cores que as distingam entre si, bem de todos os elementos da equipa de arbitragem. Se no terreno de jogo o vermelho e verde do Marítimo (nas camisolas, ao que se junta o branco dos calções e das meias) e o cor de rosa e branco do Sporting podem não ter criado qualquer dificuldade ao nível da distinção dos jogadores, quer entre eles, quer para a equipa de arbitragem, em termos televisivos era muito branco e avermelhado em movimento, algo que, claramente, não era o mais apropriado em termos visuais.

A nota do árbitro: Iancu Vasilica (6)

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