Treinador do Sporting mostrou-se satisfeito com a exibição frente ao Marítimo (2-1)

A exibição, os assobios e uma promessa aos adeptos: tudo o que disse Rui Borges

Treinador leonino ficou satisfeito com a exibição da equipa frente ao Marítimo, mas rejeitou a ideia de que este triunfo tenha sido um «balão de oxigénio», depois de duas derrotas consecutivas

— Que análise faz à exibição da equipa e do Pedro Lima?

— Não vou individualizar, apesar de o Pedro ter dado uma resposta muito boa, que estava à espera, se for honesto, porque o vejo a trabalhar todos os dias. Mas não só a ele, toda a equipa. É difícil mudar um onze todo, chegar aqui e ter uma qualidade de jogo acima da média. Dado aquilo que foram os dois últimos resultados, é natural alguma falta de confiança aqui ou ali e foi aparecendo numa fase inicial do jogo. Mas depois a equipa foi tentando crescer, não entrar em desconfiança coletiva e fizeram um jogo bastante competente. Acabámos por sofrer um golo numa perda de bola nossa que não pode acontecer. O Marítimo cresceu anaqueles últimos dois minutos, o que criou algum desconforto, mas foram 90 minutos muito competentes. Podíamos ter feito golos de outra forma também, muitas bolas no poste outra vez, mas a sorte dá trabalho e é continuar a acreditar e seguir o nosso caminho.

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— Depois desta vitória, o que pode prometer aos adeptos?

— Prometo trabalho.

— Este triunfo foi um balão de oxigénio?

— Não, foi um jogo conseguido da nossa parte. Queríamos muito poder estar na disputa do troféu. Agora, é focarmo-nos novamente no campeonato e no jogo com o Casa Pia.

— O Marítimo acaba por marcar num lance quase idêntico aos golos do Académico de Viseu, com cruzamentos ao segundo poste. É um aspeto que tem que corrigir na equipa?

— Foi uma perda de bola nossa, na primeira etapa de construção, em que estávamos um bocado desequilibrados. Tínhamos uma bola controladíssima, em que nem sequer estávamos pressionados e estávamos algo desorganizados, porque estamos mais preocupados com o momento ofensivo. Nós próprios criámos essa oportunidade ao adversário, tinham a superioridade na área e acabaram por fazer golo. Diferente dos golso do Académico, que foram em ataques rápidos. Mas, sim, é algo que nós sabemos e temos identificado. Tem a ver com posicionamentos defensivos que às vezes têm que ser melhores e temos que melhorar nesse aspeto.

— Como é que a equipa se pode libertar da desconfiança?

— Ganhando e a confiança vai aparecer naturalmente. Faz parte. Acabámos com miúdos que se estrearam, houve algum nervosismo também. É um conjunto de vários fatores e não podemos olhar para todos os jogos de forma igual.

— Como irá reconquistar os adeptos?

— A insatisfação é natural. Estou preocupado em tentar ser melhor a cada dia que passa, ir à procura de soluções e de fazer o melhor pelo Sporting.

— Exibição do Rui Silva complica as contas na baliza?

— O Rui foi importante, até para o resto da equipa. É um grande guarda-redes e não deixa de ser porque não jogou três jogos. Continua a trabalhar da mesma forma, com o mesmo espírito e é importante para todo o grupo. É um jogador maduro e foi importante essa maturidade, passada de trás para a frente, para uma equipa jovem. Foi importante eles olharem para trás e sentirem que está ali um um líder, que está ali para os ajudar.

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