Pela boca morre o Dyche? Criticou Amorim e nem quatro meses durou
As voltas que a vida dá!
Ou: quando o tiro sai pela culatra.
Falar é fácil! Pela boca morre o Dyche? Peixe, aliás. Peixe!
Na língua portuguesa, há várias formas que permitem enquadrar a história de como Sean Dyche não demorou a aprender que às vezes mais vale morder a língua.
No início da época, numa altura em que estava desempregado, depois de ter sido despedido do Everton, Dyche aceitou um emprego como comentador na televisão.
E foi nessa condição que fez um vaticínio arriscado: «Posso ser criticado por isto, mas aposto que ganharia mais jogos com aquela equipa a jogar num 4-4-2».
O técnico inglês defendeu que as ideias do português estavam a demorar demasiado tempo a surtir efeito, razão pela qual sugeria uma mudança sobre o tão badalado sistema utilizado por Amorim.
«As pessoas continuam a falar sobre a filosofia de Ruben Amorim e não está a funcionar. Está tudo bem quando não funciona depois de cinco ou 10 jogos, mas quando chegas aos 20 jogos é porque claramente não está a funcionar», atirou.
Ora, pouco mais de dois meses após esse comentário, Dyche teve a oportunidade de defrontar o Manchester United, então como treinador do Nottingham Forest.
Na antevisão ao encontro, Amorim reagiu com fair-play às perguntas sobre a declaração do inglês: «Dyche é inteligente e se calhar é verdade, e esta equipa ganharia mais a jogar em 4-4-2, mas sempre disse que tenho uma forma de jogar que vai demorar algum tempo, mas que no futuro será melhor». E no campo, as duas equipas empataram 2-2.
O que é certo, porém, é que agora, menos de quatro meses depois de ter assumido o cargo, o Nottingham Forest sentiu que as ideias de Dyche «claramente, não estavam a funcionar». E ao fim de 114 dias no cargo, Dyche volta a ficar desempregado.
E até pode ter a oportunidade de comentar um novo português na Premier League, uma vez que é Vítor Pereira que está mais bem colocado para lhe suceder.