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«Pedia-lhe para ir ao pedicuro»: selecionador brinca com fora de jogo milimétrico
Néstor Lorenzo, selecionador da Colômbia, abordou com boa disposição o golo anulado a Davinson Sánchez na compensação do empate a zero com Portugal, um lance que se tornou viral. O golo, invalidado por um fora de jogo milimétrico detetado pelo VAR, teria dado a vitória à equipa sul-americana.
Questionado sobre o lance na conferência de imprensa, o técnico argentino brincou com a situação. «Pedia-lhe para ir ao pedicuro da próxima vez», disse, antes de acrescentar num tom mais sério: «É justo para todos. E não temos protestos a fazer nesse caso!»
O lance ocorreu já no tempo de compensação, quando Sánchez cabeceou para o fundo da baliza de Diogo Costa, após um cruzamento do número 10 do River Plate, Quintero. Apesar de o árbitro assistente ter levantado de imediato a bandeirola, as primeiras repetições televisivas geraram dúvidas, mas a imagem virtual do VAR confirmou que a ponta da bota do defesa estava adiantada.
Lorenzo aproveitou também para destacar a tarefa específica que deu ao seu defesa em relação a Cristiano Ronaldo. «Houve um pedido especial para não descuidar Cristiano Ronaldo na área, porque é um jogador letal aí. Muito preciso. Ele, por vezes, fica em fora de jogo, fica desposicionado. Joga um pouco nas costas dos centrais, esconde-se entre eles, mas na hora de entrar na área era preciso fazer-lhe marcação homem a homem. Mesmo assim, quase nos marcou. É um fenómeno», afirmou.
Apesar do empate, a Colômbia garantiu o primeiro lugar do Grupo K, à frente da seleção portuguesa. O selecionador mostrou-se muito satisfeito com o desempenho dos seus jogadores. «O esforço que os rapazes fizeram foi enorme, estiveram fantásticos», destacou.
Para Lorenzo, a sua equipa merecia outro resultado. «Merecíamos ganhar. Chegámos muitas vezes à frente e faltou-nos a finalização. A Colômbia fez um grande jogo do princípio ao fim», analisou, valorizando a exibição frente a um adversário que considera «candidato» ao título mundial. «Era um jogo termómetro para ver em que ponto estávamos e a verdade é que me deixou satisfeito», garantiu.
O técnico elogiou ainda o ambiente vivido em Miami, afirmando que «parecia que estávamos em Barranquilla». Olhando para o futuro, nomeadamente para o jogo dos 16 avos contra o Gana, de Carlos Queiroz, Lorenzo antecipa dificuldades. «Conheço pouco do Gana, mas sei que é uma boa equipa, com alguns jogadores em bons clubes da Europa. Será um adversário difícil, não há jogos fáceis», apontou.
Por fim, o selecionador colombiano falou sobre as expectativas dos adeptos. «As pessoas estão entusiasmadas. Fui contratado para nos qualificarmos para o Mundial e agora as pessoas pedem o título. Este adversário demonstrou-nos um crescimento próprio da exigência a um nível superior», concluiu.