Golo bem anulado por fora de jogo? A análise de Pedro Henriques ao Colômbia-Portugal
7’ Demorou. Santiago Arias esteve mais de 5 segundos para executar o lançamento de linha lateral e, de acordo com a alteração da lei, como o lançamento não foi executado dentro da contagem decrescente que o árbitro fez, o lançamento passou para a Seleção portuguesa. Tudo certo.
23' A lei 7 (A duração do jogo) na sua página 87, ponto 3. Recuperação de Tempo Perdido, diz que serão permitidas pelo regulamento, paragens médicas, por exemplo para hidratação (que não devem exceder um minuto) e paragens para arrefecimento (de noventa segundos a três minutos). No Mundial, está estabelecido que são obrigatórias a meio de cada parte, por questões de marketing, passaram a chamar-se Hydration Break. No caso concreto deste jogo, na primeira parte foi de (3 minutos e 20 segundos) e no segundo tempo (3 minutos e 50 segundos).
31' Pontapé de baliza. Nos pontapés de canto concedidos incorretamente, desde que a decisão possa ser corrigida imediatamente, o VAR dá essa indicação ao árbitro e este corrige imediatamente. Renato Veiga não tocou na bola. Bem revertido o canto para baliza a favor de Portugal.
40' Rúben Neves rematou a bola e esta bateu num adversário. Era pontapé de canto, mas o árbitro deu pontapé de baliza. Neste caso específico, o VAR não pode intervir, só quando é ao contrário, pois de um pontapé de baliza ainda há mais de cem metros para se chegar à outra baliza, mas de um pontapé de canto pode surgir de imediato uma finalização e um golo - daí a alteração da lei no que diz respeito à intervenção do VAR seja só para corrigir cantos concedidos incorretamente.
63' Fora de tempo. Ficou um cartão amarelo por mostrar a Richard Ríos por, sem qualquer hipótese de chegar e jogar a bola, entra com a sua perna direita às pernas de Vitinha. Uma infração negligente passível de advertência, mas que o árbitro geriu com, apenas, uma chamada de atenção.
74' Sem penálti. A seleção colombiana pede pontapé de penálti, mas foi Luis Suárez que, com o seu pé esquerdo e por trás, pontapeou a coxa direita de Nuno Mendes. A falta era atacante, o árbitro nada assinalou. O mais importante é que não houve infração para castigo máximo.
82' Richard Ríos fez falta clara por trás sobre Bruno Fernandes, o árbitro demorou a assinalar a infração, mas depois de apitar, Juan Quintero, como forma de protesto pela interrupção pontapeou a bola para longe, esta atitude - incorreta e antidesportiva - era passível de cartão amarelo, que não foi mostrado.
86' Pisão. Gustavo Puerta viu o cartão amarelo, por uma entrada fora de tempo sobre João Neves. Na ocasião, com o pé esquerdo de sola e com os pitons, pisou o pé direito do médio luso. O árbitro deu a lei da vantagem e na primeira interrupção de jogo advertiu o médio colombiano.
90' O árbitro deu cinco minutos de tempo extra, que foi escasso para as incidências do segundo tempo, pois para além do amarelo mostrado, houve quatro paragens para substituições, onde entraram sete jogadores e ainda houve a paragem para hidratação (3 minutos e 50 segundos).
Acertou no essencial: golo anulado à Colômbia
90+1' Fora de jogo. Golo bem anulado pelo árbitro assistente e confirmado pelo VAR, à seleção colombiana, pois no momento do passe/cruzamento de Juan Quintero para Davinson Sanchez este tinha a ponta da bota adiantada, em relação ao penúltimo adversário.
90+1' Um jogador encontra-se em posição de fora de jogo, se qualquer parte da cabeça, corpo ou pés, estiver mais perto da linha de baliza adversária do que a bola e o penúltimo adversário. Está a ser usada a tecnologia avançada de fora de jogo semiautomático (SAOT), impulsionada por Inteligência Artificial, avatares 3D dos jogadores e uma bola inteligente com sensores integrados. Cada um dos estádios está equipado com 16 câmaras de alta velocidade instaladas na cobertura. Estas câmaras seguem a bola e monitorizam 29 pontos de dados corporais de cada jogador 50 vezes por segundo. Por isso, não há qualquer erro humano,na avaliação do fora de jogo, mesmo quando se trata de uma ponta da bota que está mais à frente.
As decisões nas áreas, o golo bem anulado pelo Assistente e o VAR na aplicação das novas alterações, reversão de pontapé de canto.
Falhou na parte disciplinar, em dois cartões amarelos que ficaram por mostrar. O tempo extra dado no fim do segundo tempo foi escasso.
A nota do árbitro australiano, Alireza Faghani: 6