Pai de Mbappé lembra sacrifícios: «O meu filho saiu de casa aos 13 anos»
Wilfrid Mbappé, pai do capitão da seleção francesa, abordou o futuro do comando técnico dos bleus e não escondeu a sua preferência por Zinédine Zidane para suceder a Didier Deschamps, cuja saída está prevista para depois do Mundial de 2026. Convidado do programa C à Vous, do canal France 5, o pai de Kylian Mbappé foi direto ao assunto quando questionado sobre a possibilidade de Zidane assumir o cargo. «Não sei se é o perfil ideal, mas seria muito bom», admitiu, mostrando-se convencido com essa hipótese.
Apesar de olhar para o futuro, o pai do avançado fez questão de enaltecer o trabalho do atual selecionador. «Só nos daremos conta mais tarde, mas vai ser muito difícil suceder a Deschamps», antecipou, deixando um aviso: «Hoje encontramos-lhe muitos problemas, mas quando ele sair vamos encontrar-lhe muitas qualidades. Não podemos esquecer o que ele fez e o palmarés que vai deixar. E se for o Zidane, ficaremos todos contentes».
A troca de Deschamps por Zidane é vista como algo natural em França.
A admiração por Zidane na família Mbappé não é recente. Wilfrid recordou um episódio marcante da infância de Kylian, durante um teste no Real Madrid, quando Zidane ainda estava ligado ao clube. «Há uma história em comum», começou por dizer, descrevendo a reação do filho. «O Kylian, em pequeno, era muito brincalhão, fazia muito barulho. Quando aquele senhor abre a porta... já não sai nada», contou, gesticulando para mostrar como o filho se calou perante a presença do ídolo.
Esse encontro mudou a sua própria perceção sobre o antigo craque. «Passei a vê-lo de outra maneira. É uma pessoa realmente maravilhosa. Às vezes não conhecemos alguém, vemo-lo na televisão e, quando o conhecemos, podemos ter uma desilusão. Com ele é o contrário», afirmou.
Wilfrid Mbappé falou ainda sobre os sacrifícios feitos em prol da carreira do filho, que saiu de casa muito jovem para ingressar na academia do Mónaco.
«As pessoas não se dão conta. Agora, que ele é um produto acabado, dizem-me: ‘Tornou-se nisto’, ‘Tornou-se naquilo’. Mas há tantas coisas que não temos, que nunca poderemos substituir. Há tantas coisas que não fizemos. Hoje em dia, quem tem filhos para os perder aos 13 ou 14 anos? Ninguém! Não há pai nem mãe que possa dizer: ‘O meu filho saiu de casa aos 13 anos e nunca mais voltou!’. Foi o que nos aconteceu. É o projeto dele, é uma história bonita, mas quando explico isto a alguns pais... eles não entendem. As pessoas não conseguem compreender, ele já jogava no Mónaco, com campeões», completou.
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