Aimar ao volante, com Saviola ao lado - A BOLA
Aimar ao volante, com Saviola ao lado - A BOLA

Pablo Aimar e Saviola avaliam Echeverri: «Rui Costa sabe ver os números 10»

Antigos craques argentinos do Benfica abordam chegada de um compatriota

Pablo Aimar, antigo jogador do Benfica, número 10, atual adjunto de Scaloni na seleção da Argentina, foi convidado pela BTV, tal como Saviola, outra antiga estrela dos encarnados, para analisar o compatriota Echeverri, também ele médio ofensivo.

Aimar e Saviola falaram dos argentinos do Benfica - BTV

«Fico muito contente quando vão jogadores argentinos para o Benfica, porque vão viver numa cidade linda e jogar num clube espetacular, onde podem crescer e ao longo dos anos meninos converteram-se naquilo que prometiam ser, grandes jogadores», começou por dizer Aimar, agora com 46 anos.

«Prestianni está a jogar a um grande nível! Está a desenvolver-se e a afirmar-se no clube, esperemos que o Claudio [Echeverri] confirme todo o talento e potencial que tem. Eles eram da mesma categoria, os dois melhores da geração de 2006 da Argentina», acrescentou.

Rui Costa, presidente do Benfica, era um número 10 clássico e Aimar não se esquece, pensando em Echeverri: «Claudio é um número 10 e Rui Costa sabe ver bem os números 10. Não é tão organizador, mas tem visão de jogo e é também um finalizador, tem uma boa gambeta [drible curto com bola junto ao pé] e mudança de velocidade, que não há muito no futebol atual, mudança de ritmo com bola. Gosta de assumir o protagonismo de jogo, gosta de marcar o penálti e os livres, gosta que lhe deem responsabilidades. O Benfica escolheu bem o jogador.»

Aimar treinou-o nas eleções jovens da Argentina: «Apanhei-o muito pequenino, não nas categorias mais altas, mas dizia-lhe algo que o Jorge Jesus me disse uma vez, que os grandes jogadores não são ansiosos. Sempre fiquei com essa frase porque tem razão. Disse-lhe que tivesse calma, que iria jogar em boas equipas. E vi que o Benfica tem equipa muito boa, plantel muito bom.»

Pablo Aimar abordou ainda a seleção argentina, da qual é adjunto — «uma sensação maravilhosa ver a tua gente, o teu país, feliz, alegre, por um resultado desportivo. Para os argentinos o futebol é algo muito importante dentro das suas vidas e ver as pessoas saírem para festejar nas praças, nas ruas, em Buenos Aires, não tem preço. Os argentinos, quando vestem a camisola da seleção, não jogam pelo título, mas pela alegria da sua gente. E pude viver de perto essa alegria de um país» —, e recordou memórias especiais de Portugal: «As minhas duas filhas mais velhas nasceram em Lisboa, na realidade na Amadora, na Clínica de Santo António, nos arredores de Lisboa, a ligação com a cidade é eterna. Digo-lhes sempre que quando pegarem na mala para viajarem sozinhas que não deixem de passar por Lisboa.»

E terminou a falar do adeus de Messi à seleção: «Uma pessoa que deu o que tinha e até mesmo o que não tinha, que perseguiu o que queria até ao fim, é a prova viva de frases como 'não te rendas', Di María também, Otamendi também, deram tudo o que tinham até conseguirem o que tanto desejavam.»

Saviola: «Camisola é dele, desejo-lhe o melhor»

Javier Saviola, 44 anos, também está entusiasmado com a chegada de Claudio Echeverri à Luz: «Aquela equipa de Jorge Jesus ficou na memória das pessoas. E quase todas as histórias de argentinos que vão para o Benfica terminam bem. Creio que Echeverri está no melhor lugar onde poderia estar.»

O jovem de 20 anos elogiou Saviola à chegada e ficou com a camisola 30, usada pelo antigo goleador, que agora responde. «Primeiro foi um orgulho muito grande jogar com essa camisola, agora que é do Claudio desejo-lhe o melhor. Quando chegou ao Benfica mandei-lhe mensagem a transmitir o meu apoio, a minha confiança e toda a sorte do mundo. Oxalá que tenha anos bons e que ao longo dos anos muitos argentinos possam vestir essa camisola.»

Saviola admitiu sentir «a falta de jogar futebol outra vez e se possível com Pablo Aimar [risos]» e terminou com palavras sobre a despedida de Messi e a seleção: «Primeiro Scaloni e Pablo, pela identidade que deram à seleção argentina, depois pelos jogadores, que não se renderam. A seleção ficou sem jogadores importantíssimos como Angelito, mas de Leo é impossível não falar, está acima de todos.»

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