As memórias queridas de Saviola no Benfica: de Aimar a Di María, de Cardozo à Luz
Javier Saviola recordou com muito carinho a passagem de três temporadas pelo Benfica, que lhe proporcionaram memórias que recorda com muita satisfação. Na Luz, um dos estádios nos quais mais gostou de jogar, conquistou um campeonato e três Taças da Liga, entre 2009 e 2012, e viveu experiências que, aos 44, anos gosta de partilhar.
Numa entrevista ao jornalista Rodrigo Rea, no canal de YouTube deste, começou por falar da relação com Aimar, com quem coincidiu, muito novo, no River Plate e, depois, no Benfica.
«O Pablo foi o melhor companheiro que tive ao longo da minha carreira. E olha que joguei com grandíssimos jogadores. Mas, com o Pablo, bastava um olhar e sabíamos o que tínhamos de fazer. Era uma ligação incrível. Depois de sairmos do River, sabíamos que seria difícil encontrar outro jogador com quem nos pudéssemos entender tão bem. É muito complicado encontrar alguém com uma forma de jogar tão parecida. Tentámos, noutras equipas, encontrar a possibilidade de voltar a jogar juntos. Essa possibilidade surgiu no Benfica, com Jorge Jesus, que aceitou logo a minha transferência. O Pablo já lá estava. E, realmente, foi outra vez outro luxo voltarmos a jogar juntos, com mais experiência. Não éramos tão miúdos como no River, quando tínhamos 17 ou 19 anos. Já estávamos mais velhos. E desfrutámos imenso porque ganhámos o campeonato português. As pessoas lembram-se muitíssimo dessa equipa, que jogava muito bem. Foi um privilégio voltar a jogar outra vez ao lado do Pablo.»
Saviola conta que o golo que marcou à Académica, na época 2009/2010, num chapéu a Rui Nereu, foi um dos melhores da carreira. «Foi uma finalização por cima do guarda-redes. Lembro-me porque chovia muitíssimo e era complicado. O guarda-redes saiu da baliza e passei a bola por cima dele. Fez-me lembrar os tempos de criança», partilhou.
No ataque, coincidiu com Óscar Cardozo, que qualificou, de forma elogiosa, «de animal», reconhecendo que sempre beneficiou de jogar quando tinha um avançado como referência.
Não podia faltar, ainda, falar de Di María: «Pude conhecê-lo muitíssimo no Benfica. Era jovem, um miúdo. Melhorou imenso desde aqueles tempos do Benfica. Tem sido uma inspiração e um exemplo a seguir. Sempre fez tudo de forma simples e natural. Voltar ao Rosario Central foi um prémio. Ficamos felizes por estes últimos anos estarem a correr tão bem para ele.»
O antigo avançado e internacional argentino elegeu a Luz como um dos melhores estádios nos quais jogou, ao nível do Monumental (River), Camp Nou (Barcelona), o antigo San Mamés (Athletic Bilbao) ou Bernabéu. «Adoro o estádio do Benfica: amplo, grande e com a relva molhada, como em Camp Nou. A bola rolava sempre rápido e beneficiava o meu jogo.»