Oficial: Zidane é o novo selecionador de França
Zinédine Zidane foi esta terça-feira oficializado como novo selecionador de França. Philippe Diallo, presidente da Federação Francesa de Futebol (FFF), apresentou o treinador de 54 anos como sucessor de Didier Deschamps nos bleus.
𝗭𝗜𝗡𝗘𝗗𝗜𝗡𝗘 𝗭𝗜𝗗𝗔𝗡𝗘, 𝗡𝗢𝗨𝗩𝗘𝗔𝗨 𝗦𝗘́𝗟𝗘𝗖𝗧𝗜𝗢𝗡𝗡𝗘𝗨𝗥 𝗗𝗘 𝗟’𝗘𝗤𝗨𝗜𝗣𝗘 𝗗𝗘 𝗙𝗥𝗔𝗡𝗖𝗘 🐓🇫🇷 pic.twitter.com/5ocGyYETNm
— Equipe de France ⭐⭐ (@equipedefrance) July 28, 2026
«É um momento excecional aquele que vivemos esta manhã. Há já quase 14 anos que a Federação não se deparava com esta situação. Também uma situação excecional no que diz respeito à pessoa sentada ao meu lado», começou por dizer o dirigente, sublinhando que o ex-jogador «é uma lenda do futebol francês, e já há muitos anos que tinha dado a conhecer que um dos seus sonhos era treinar a seleção francesa».
«Depois de consultar o Comité Executivo da FFF esta manhã e de lhe ter apresentado a candidatura de Zidane, tenho o privilégio, a grande honra e a emoção de anunciar que Zinédine Zidane será o próximo selecionador dos bleus nos próximos quatro anos (...) até ao Mundial de 2030», informou, acrescentando que o contrato entra em vigor a 1 de agosto e que a equipa técnica será anunciada no início de setembro.
O antecessor não foi esquecido: «Saúdo o trabalho de Didier Deschamps e presto-lhe homenagem, pois, durante 14 anos, conduziu a nossa seleção francesa ao topo. Ele recuperou a imagem da seleção francesa e devolveu-lhe o desempenho desportivo. Neste momento em que este ciclo chega ao fim, é importante que haja este reconhecimento.»
Zidane: «Era a única coisa que queria fazer»
Zidane aproveitou a ocasião para se solidarizar com as dificuldades que o país atravessa e mostrou-se grato pelo voto de confiança da FFF: «Queria começar por enviar uma mensagem de apoio a todos os bombeiros; muitas famílias estão a passar por um momento difícil. Gostaria de vos agradecer pela vossa confiança, agradecer ao Comité Executivo, com quem trocámos impressões esta manhã, e a todos os colaboradores da FFF pelo seu trabalho diário.»
Recebi propostas durante quatro ou cinco anos para assumir um clube e recusei-as todas em prol da seleção francesa. Era a única coisa que queria fazer
«Para mim representa uma continuidade, um sonho. Recebi propostas durante quatro ou cinco anos para assumir um clube e recusei-as todas em prol da seleção francesa. Era a única coisa que queria fazer. Conheci-a ainda miúdo, comecei na formação e percorri todas as etapas até chegar à seleção A. Vou dar tudo de mim para que esta equipa continue a vencer; é a única coisa que me motiva», sublinhou.
Quando conheci Zidane em fevereiro de 2025, ele disse-me: 'Presidente, eu sei como vencer'
«É uma enorme alegria. Estou feliz com o que está a acontecer comigo. Não tenho outras palavras. Estou contido porque tenho muitas emoções dentro de mim. Estou pronto para o desafio», garantiu o antigo internacional francês, que, segundo Diallo, já tinha manifestado no ano passado a sua vontade de ajudar a seleção: «Quando conheci o Zinédine em fevereiro de 2025 ele disse-me: 'Presidente, eu sei como vencer'.»
«Eu era número 10, o que me motiva é marcar golos, o jogo. Vivi em Espanha durante 25 anos, sabem o que isso significa. Em campo, eu era um líder. Hoje, quero tornar-me um líder, através da minha experiência, do que acredito ser enquanto treinador. Verá isso em silêncio», prometeu.
Não conversámos com Mbappé
O capitão da seleção gaulesa também foi tema. «Passei estes 4 ou 5 anos à espera deste dia. Estou muito entusiasmado e feliz com esta nomeação, embora, ao mesmo tempo, estejam a acontecer coisas complicadas para algumas pessoas. Não conversámos com o Kylian Mbappé. O mais importante para ele é descansar depois desta longa época. Teremos oportunidade de falar com ele e com os outros jogadores em setembro.»
Depois de elogiar o percurso da equipa — «A trajetória dos bleus foi magnífica, o jogo foi magnífico. Diverti-me imenso, tal como o público. Todos os adeptos estão satisfeitos» —, o novo selecionador de França revelou outros planos para o futuro: «Vamos fazer as coisas de forma diferente. O Didier Deschamps é o Didier Deschamps, o Laurent Blanc é o Laurent Blanc, o Zizou é o Zizou. Vou fazer o que sei fazer. Vou dar continuidade para garantir que a seleção francesa continue a vencer.»
Sem treinar desde que deixou o Real Madrid em 2020/21, Zizou garantiu não ter estado alheado do futebol: «Não fiquei de braços cruzados, vi muitos jogos, até mais do que quando era técnico do Real. Vi muito da seleção francesa como um todo e vi muitas coisas.»
Notícia atualizada às 10h45 com declarações da conferência de Imprensa
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