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«Treinar o Benfica? Claramente não ia trabalhar em Portugal nesta fase»

Ruben Amorim fala do que pretendia para a carreira depois de ser despedido do Manchester United. Técnico do Milan falou desta possibilidade na conferência de imprensa antes do jogo com as águias na Europa League

MILÃO — Ruben Amorim reconhece que o convite do Milan mudou o que tinha planeado para esta época e aborda as mudanças que já operou na equipa italiana até ao momento.

— Teve um convite para treinar o Benfica na época passada?

— Tinha decidido que ia ter um ano parado, com a minha família, ando a prometer isso há quatro anos, isso era muito claro. Mas depois recebi uma chamada do Milan, falei com os donos do Milan e eles convenceram-me a trabalhar mais cedo. Claramente não ia trabalhar em Portugal neste momento, surgiu o Milan, acho que nenhum outro convite me faria voltar a trabalhar, porque eu estava decidido a parar, mas apareceu o Milan e eu cedi.

— Tem ideia de qual será o onze do Milan para o jogo com o Benfica?

— Qualquer treinador tem a ideia do onze-base da sua equipa. Mas depois, pela minha experiência, já estive a lutar por campeonato, pelas taças e pela Liga Europa, e é impossível pensar só em 11 ou 14 jogadores para vencer as competições. Portanto, é difícil dizer que temos um onze-base, a ideia não é ter um onze-base, é ter uma identidade em que todos os jogadores conseguem jogar na nossa equipa, sem nós perdermos a qualidade de jogo. A ideia de onze-base custa-me a perceber, é preciso um plantel inteiro para vencer as competições. Obviamente que para certos jogos, começo a perceber que tipo de jogadores tenho de ter e que onze tenho que apresentar. Mas isso muda durante o ano, e ainda bem.

— Quais foram as principais mudanças no Milan desde a sua chegada?

— Os jogadores aprenderam bem a forma como nós queríamos jogar, já jogavam com três centrais e isso ajudou. Claro que estamos a jogar de forma diferente e eles adaptaram-se mais rápido do que eu pensava, na forma de pressionar e de jogar mais alto. Nós variamos muito entre o jogar muito bem e o ter alguma dificuldade com a bola. Acho que ainda estamos um pouco focados na fase de construção, mas temos algumas dificuldades no último terço, e o Gonçalo Ramos tem sentido isso, não temos muitos toques dentro da área adversária.

Artigo em atualizado às 13h40.

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