Gonçalo Ramos: «Se marcar, não vou festejar»
MILÃO — Gonçalo Ramos, avançado do Milan, fez esta terça-feira a antevisão do jogo com o Benfica, da 1.ª jornada da fase de liga da UEFA Europa League, que marca o reencontro com o antigo clube. E deixou garantia.
«Se marcar, não vou festejar, porque o Benfica é a minha casa, passei mais tempo no Benfica do que em casa da minha família. Não vou festejar. Quero muito marcar, se possível mais do que um, mas não vou festejar», garantiu o ponta de lança.
Questionado sobre o que falta para marcar mais, apesar de correr muito, o atacante disparou: «O foco não é tanto se eu marco muito, mais importante é a equipa ganhar, mesmo que não seja eu o protagonista, que não seja eu a resolver os jogos. O facto de eu correr muito faz parte do jogador que eu sou, do que o mister pede e do que a equipa precisa. Acho que se todos corrermos e trabalharmos muito de forma inteligente e conjunta, podemos fazer algo grande esta época. Ainda estamos todos a conhecer-nos, é uma equipa nova, estamos a criar rotinas, ligações, com o passar do tempo vamos melhorar, e os meus golos, as minhas assistências, os golos da equipa, as vitórias vão começar a encaminhar e isso é o mais importante.»
A ausência de golos nos últimos jogos não preocupa Gonçalo Ramos. «Na verdade são só dois jogos sem marcar, o de amanhã ainda não aconteceu. Hoje em dia liga-se muito um bom jogo dos avançados a um golo e acho que isso não está totalmente correto. Posso fazer um jogo fraco e marcar um golo e os jornais acabam por dizer que eu joguei bem só porque fiz o golo, ou posso fazer um grande jogo e não fazer nenhum golo, e o que interessa é só o golo... Isso não me motiva mais nem prejudica, para mim todos os jogos são uma oportunidade de trabalhar, mostrar o meu valor, e não é por eu marcar ou não no jogo anterior que vou mais motivado para o próximo jogo, porque para mim jogar é sempre uma motivação especial. Não é o jogo anterior que me vai definir», sublinhou.
O avançado destacou ainda o fator casa na estreia na Liga Europa: «Sim, é sempre especial jogar em casa, é estranho a época já ter começado há quase um mês e quase não termos jogado em casa. É sempre especial sentir o carinho dos adeptos, vamos utilizar o fator casa como mais um boost de confiança.»
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