Salomé pediu e o pai James Rodríguez voltou mesmo à Colômbia: «Alguém me acorde...»

Amor de filha moveu o coração do craque colombiano que, aos 35 anos, assinou pelo Atletico Nacional, de Medellín

Há decisões na carreira de um futebolista que desafiam a lógica financeira ou o pragmatismo desportivo, sendo guiadas exclusivamente pelo pulsar do coração. O regresso de James Rodríguez ao futebol colombiano, 19 anos depois de ter deixado a terra natal para conquistar o planeta com o seu pé esquerdo, é uma dessas histórias raras que fazem chorar as pedras da calçada.

Aos 35 anos, o antigo internacional e grande figura de clubes como FC Porto, Real Madrid e Bayern Munique foi apresentado diante de mais de 40 mil adeptos no Estádio Atanasio Girardot como o mais recente reforço do Atletico Nacional.

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Mas o grande motor deste reencontro emocionante tem nome e apelido: Salomé Rodríguez. A filha do craque, de 13 anos, adepta fervorosa do emblema de Medellín, confessou nas redes sociais o sonho que está a viver por ver o pai vestir a camisola do seu clube do coração. «Que alguém me acorde deste sonho...», escreveu a jovem colombiana.

Foi precisamente a comoção e o desejo da jovem que venceram qualquer outra proposta sobre a mesa, levando o camisola 10 da seleção cafetera a assinar um contrato válido até junho de 2027 a custo zero, após uma breve passagem pelos norte-americanos do Minnesota United.

Sem conseguir utilizar o mítico número 10 — já entregue a Edwin Cardona —, James escolheu o dorsal 23, numa homenagem direta a lendas do desporto mundial como Michael Jordan e LeBron James. Contudo, na noite em que subiu ao relvado ladeado pelos filhos, a maior lenda ali presente vestia a pele de pai. Um regresso às origens pintado de verde e branco, provando que o futebol ainda guarda espaço para a mais pura poesia familiar.

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