Mundial
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O rival de Portugal que cedeu a camisola 7 a Cristiano Ronaldo
Parece simbólico o facto de Jaloliddin Masharipov ter nascido no Dia da Independência do Uzbequistão – 1 de setembro –, uma vez que se tornou num dos melhores futebolistas uzbeques da sua geração. Que não por acaso é a primeira do país a chegar a uma grande competição como o Campeonato do Mundo.
Quando se fala de Masharipov, a expressão «experiência colossal» surge como um sinónimo inevitável. Não é apenas multicampeão no Uzbequistão, somou também passagens de sucesso por ligas estrangeiras, somando títulos nos Emirados Árabes Unidos e no Irão, onde foi treinado por Ricardo Sá Pinto, na época passada.
Esta não foi, contudo, a primeira vez que o extremo trabalhou com um português. E até deu bastante que falar a primeira vez que isso aconteceu.
Era Masharipov o dono da camisola número 7 quando Cristiano Ronaldo chegou ao Al Nassr e, depois de se ter voluntariado para ceder o dorsal que é imagem de marca do craque português, ele e Ronaldo tornaram-se bons amigos.
Um gesto de altruísmo que faz recuar aos primórdios do percurso de Jaloliddin no futebol. Devido a dificuldades financeiras da família, durante a juventude, o irmão mais velho abdicou do próprio sonho de ser futebolista em favor de Jaloliddin.
Quando o sorteio do Mundial colocou Portugal e o Uzbequistão no mesmo grupo, Masharipov dirigiu-se a Ronaldo no Instagram: «Querido amigo, vemo-nos no Mundial». O cenário esteve em sério risco quando sofreu uma grave lesão no joelho em janeiro, mas recuperou mesmo a tempo para o reencontro.
Este artigo partiu do perfil de Jaloliddin Masharipov que A BOLA publicou no âmbito da Guardian Experts’ Network, uma rede de troca de conteúdos liderada pelo conceituado jornal inglês, e que inclui meios de comunicação social de vários países representados no torneio.