O treinador do Benfica, Cassiano Klein - Foto: FPF
O treinador do Benfica, Cassiano Klein - Foto: FPF

Cassiano Klein destaca «entrega», Nuno Dias lamenta «falta de competência»

Treinador do Benfica admitiu perda de energia na segunda parte, mas salientou resiliência encarnada. Comandante do Sporting reiterou peso da falta de eficácia

Cassiano Klein e Nuno Dias transmitiram sentimentos bem diferentes no final do triunfo do Benfica diante do Sporting (2-1) no jogo 1 da final do play-off da Liga. O técnico das águias salientou a capacidade de sacrifício dos comandados: «A equipa competiu muito, não conseguimos fazer tudo o que queríamos, mas o desempenho e a entrega foram incríveis. Queríamos ter mais a bola, ferir mais o adversário e talvez um pouco mais de energia.»

Klein lamentou a falta de «bola» e «energia» num duelo pautado por «muita intensidade». Léo Gugiel e André Coelho encabeçaram o lote de jogadores dos encarnados que terminaram a partida em dificuldades. O técnico brasileiro procurou relativizar o peso do cansaço e das mazelas no jogo 2, agendado para terça-feira: «É desafiante calcular. No ano passado, ganhámos o primeiro jogo lá [Pavilhão João Rocha], o Sporting veio para o jogo 2 sem dois jogadores e fez um jogo incrível. As equipas transmitem um poder de superação grande. Talvez corram mais na terça-feira.»

Falta de eficácia deixa Nuno Dias sem palavras

Nuno Dias destacou volume ofensivo dos leões ao longo da partida e lamentou falta de frieza na hora de visar a baliza defendida por Léo Gugiel e Diogo Carrera: «Não foi pouca sorte, foi falta de competência na hora de finalizar. Em 44 vezes acertar 9 vezes na baliza é demasiado curto para uma equipa que quer ser campeã nacional. Temos de ser mais eficazes. Já tínhamos pecado nesse aspeto nas meias-finais.»

«O Benfica foi melhor que nós no aspeto mais importante, a eficácia. Em 22 finalizações, acertou 12, nós em 44 acertámos 9. Não há milagres. Quem desperdiça da forma como desperdiçámos tem poucas chances de ganhar. Defendemos bem, atacámos bem, de todas as formas, mas não marcámos», frisou.

Nuno Dias - Foto: Miguel A. Lopes/Lusa
Nuno Dias - Foto: Miguel A. Lopes/Lusa

O técnico dos leões admitiu que a capacidade de criar demonstrada pelos leões foi um «aspeto positivo», mas alertou que «o que fica» é o triunfo e a vantagem dos encarnados na final. Questionado sobre a receita para a falta de eficácia, Nuno Dias transbordou sinceridade: «Cabe-nos treinar, não há muito a fazer. Mas o treino não reflete o aspeto emocional, o cansaço, o adversário. Podemos melhorar o gesto técnico, mas há coisas difíceis de reproduzir. Cabe-nos apelar e relembrar que é o aspeto mais importante do jogo.»

Segue-se o oitavo dérbi da temporada no Pavilhão João Rocha, na terça-feira. O técnico dos leões admitiu que, nesta fase da temporada, é difícil surpreender o adversário: «Há sempre um aspeto ou outro que podemos ajustar. Mas não há tempo para fazer mudanças, criar surpresas e magia. Há um ou outro retoque, mas temos de ser mais eficazes. Os números falam por si. Se não marcarmos vamos continuar a ter este discurso mais vezes, espero que não aconteça.»

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