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Lukebakio: «Mal me consegui mostrar no Benfica»
Dodi Lukebakio prepara-se para a estreia no Mundial 2026 ao serviço da Bélgica, que vai acontecer na segunda-feira diante do Egito, mas afirmou que está disponível a assumir um papel secundário na equipa, após uma época em que teve de ultrapassar uma lesão grave que resultou em operação, apesar de, obviamente, querer ser titular.
«É verdade que me saí bem como suplente, mas sou um competidor. O meu objetivo é jogar sempre e ser titular. Cada jogador tem as suas ambições. Uns aceitam o papel de suplente, outros não. Mas penso que se deve reagir sempre de forma positiva. Se o treinador precisar de mim, quero estar pronto», afirmou o extremo do Benfica. «Contudo, se o meu papel neste momento é fazer a diferença a partir do banco, que seja. Não penso em mim. O que importa é vencer e orgulhar a Bélgica. Quero ajudar a equipa», acrescentou, sublinhando que estar no Mundial «é um sonho de criança que se realiza».
A atitude positiva de Lukebakio é fruto de uma época particularmente difícil. Uma fratura no tornozelo em novembro deixou a sua participação no Mundial em risco e marcou o seu primeiro ano no Benfica. «Esta época vivi um dos períodos mais difíceis da minha carreira. Quando sofri a fratura, não estava preparado para tal cenário. O médico disse que tinha de ser operado. Foi um choque», recordou.
O jogador confessou os seus receios durante a recuperação: «De repente, muitas coisas passam pela cabeça. Mal me consegui mostrar na minha primeira época no Benfica e temi pela minha vaga na Bélgica para o Mundial». O apoio familiar e a fé foram cruciais. «Felizmente, tive a minha mulher e os meus filhos. O apoio deles e o de Deus ajudaram-me a manter-me positivo. Trabalhei arduamente no meu regresso», explicou. As lágrimas após o golo que marcou contra os Estados Unidos, em março, simbolizaram o alívio e o orgulho. «Agradeço a Deus. E à minha mulher, que esteve sempre lá para me motivar. Foi ela que garantiu que eu não desistisse!»
A família terá um papel central durante o torneio em Seattle. A sua mulher, Genie, os filhos, a mãe e a sogra estarão presentes a partir do segundo jogo da fase de grupos. «O meu filho tem quatro anos e a minha filha dois. Ainda são demasiado novos para perceberem o que é um Mundial», comentou, bem-humorado. «Eles nem sabem que este é o emblema da Bélgica. Pensam que é o do Benfica ou do Sevilha. Mesmo assim, é maravilhoso viver um Mundial com os filhos».