Diego Nunes marcou o segundo golo do Benfica - Foto: FPF
Diego Nunes marcou o segundo golo do Benfica - Foto: FPF

Benfica controlou, sofreu e venceu o Sporting em dérbi eletrizante

Águias estiveram sempre mais perto do triunfo, mas golo a cinco minutos do fim mudou a cara da partida. Valeram o coração... e a qualidade individual das principais unidades

O Benfica está em vantagem na final da liga de futsal depois de ter vencido o Sporting no primeiro jogo por 2-1.

As águias capitalizaram o grande ambiente que elevou o sétimo dérbi eterno da temporada para outro nível. 38 segundos bastaram para a temperatura subir no Pavilhão da Luz. Lúcio Rocha teve licença para rematar do meio da rua, não se fez de rogado e bateu Bernardo Paçó.

O Sporting respondeu de forma imediata nas asas de Zicky Té, que muitas dores de cabeça deu aos marcadores diretos. A agressividade dos encarnados, que procuraram recuperar rapidamente a bola para iniciarem transições rápidas, neutralizou o plano leonino... na bola corrida.

Alex Merlim, na marcação de um livre direto, acertou com estrondo na trave e protagonizou a melhor ocasião dos leões na primeira parte. Aos verdes e brancos faltava o critério que os encarnados transbordaram, mas Léo Gugiel foi chamado a intervir a dois minutos do intervalo para evitar que Zicky Té voltasse a espalhar magia com um simples toque no coração da área.

O guardião brasileiro segurou a vantagem mínima encarnada que se verificava ao intervalo.

A agressividade e a intensidade regressaram dos balneários para a segunda parte... acompanhadas de muita emoção. Bernardo Paçó e Léo Gugiel trocaram defesas decisivas a remates com elevado corte técnico de Diego Nunes (26') e Zicky Té (28'), respetivamente, mas o segundo golo era uma questão de tempo.

Aos 29', Diego Nunes bailou pelo corredor esquerdo, Higor neutralizou o marcador direto com um toque sublime e o ala encarnado ampliou a vantagem dos encarnados com um remate violento. O Pavilhão da Luz voltou a ir abaixo e, quando ainda estava a recuperar, Silvestre atirou ao poste, após uma jogada individual de alto nível.

O Sporting não desistiu apesar de mais um golo sofrido e criou ocasiões em catadupa. Léo Gugiel foi, ainda assim, osso duro de roer ao longo dos últimos dez minutos de jogo. Quando os limites amarravam o guardião brasileiro, a trave voltou a tremer, após remate do inevitável Zicky (33').

O guardião brasileiro venceu quase todos os duelos contra o pivot luso, mas nada conseguiu fazer quando Valério ficou esquecido ao segundo poste aos 34' e reduziu a vantagem encarnada.

O Sporting, de energias renovadas, apostou no 5x4 a dois minutos do final, mas a melhor oportunidade teve lugar com Bernardo Paçó em campo. Valério ficou a centímetros do bis e o Benfica celebrou uma vitória que deixa o bicampeonato mais perto.

Águias e leões voltam a defrontar-se na terça-feira, no Pavilhão João Rocha, a partir das 21h15.

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