José Mourinho, treinador do Benfica (foto: Bruno de Carvalho/Kapta+)
José Mourinho, treinador do Benfica (foto: Bruno de Carvalho/Kapta+)

O que Mourinho pediu ao intervalo e mudou o Benfica-FC Porto

Treinador das águias fez apelo e reajustes fundamentais

O Benfica chegou ao intervalo do clássico com o FC Porto de domingo a perder por 0-2, mas conseguiu reagir na segunda parte e empatar 2-2, num jogo intenso disputado no Estádio da Luz.

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Depois de uma primeira parte sem brilho, a formação encarnada voltou dos balneários com outra atitude. A meio do segundo tempo, a equipa ganhou ascendente e, nos minutos finais, chegou mesmo a dominar o FC Porto, deixando a sensação de que poderia ter conquistado a vitória neste clássico da 25.ª jornada da Liga.

A mudança teve muito a ver com a intervenção de José Mourinho ao intervalo. Segundo apurou A BOLA, o treinador não se limitou a abordar a ineficácia e o foco não foi o de castigar os jogadores pela exibição, mas sim apelar ao orgulho e à garra, recordando aos atletas a importância de manter a invencibilidade no campeonato e virar um jogo contra um dos principais rivais, e com palco no Estádio da Luz, frente aos seus adeptos. O Benfica continua a ser a única equipa que ainda não perdeu na prova.

Além da motivação emocional, Mourinho introduziu também reajustes táticos que se revelaram decisivos. A equipa técnica das águias percebeu que um golo poderia abalar o FC Porto e transformar o rumo do jogo. Por isso, o treinador pediu uma pressão mais agressiva e coordenada dos dois avançados — Pavlidis e Rafa Silva — e dos médios Richard Ríos e Enzo Barrenechea. O objetivo era pressionar mais alto, obrigando o adversário a cometer erros na saída de bola e permitindo ao Benfica jogar mais subido.

A redefinição das zonas de pressão foi considerada essencial. A estratégia passava por fechar os espaços interiores e limitar o raio de ação sobretudo a Alan Varela, que na primeira parte tivera demasiado espaço para organizar o jogo portista. Com essa mudança, o Benfica passou a recuperar a bola mais perto da área adversária, empurrando o FC Porto para zonas recuadas e garantindo maior domínio territorial até ao apito final.

O empate não satisfaz na Luz, até pelo que significa na corrida ao título, mas a reação a um resultado que poderia ser muito mais penalizante foi considerada. Apesar da oportunidade desperdiçada para aproximar a equipa do segundo e do primeiro lugares do campeonato, o objetivo segue possível.