Assembleia Geral aprovou chave de distribuição da Liga Centralização - Foto: A BOLA
Assembleia Geral aprovou chave de distribuição da Liga Centralização - Foto: A BOLA

Chave de distribuição proposta pela Liga Centralização aprovada com 80% dos votos

Sociedades desportivas da Liga e da Liga 2 aprovaram a chave de distribuição proposta pela Liga Centralização

A proposta de chave de distribuição centralizada dos direitos televisivos apresentada pela Liga Centralização foi aprovada esta segunda-feira, em sede de Assembleia Geral, com 80% dos votos a favor.

A votação foi feita em urna, já depois de o Nacional ter apresentado um recurso com vista à votação simultânea da proposta de distribuição que delineou. Contudo, nenhuma outra SAD acompanhou os alvinegros nesta intenção, pelo que o recurso foi chumbado.

O modelo de distribuição das verbas, apresentado em dezembro de 2025 numa Cimeira de Presidentes, prevê que 90% do montante total seja destinado aos clubes da Liga, com os restantes 10% a serem alocados à Liga 2.

Para o escalão principal, a repartição será feita com base em cinco critérios. A maior fatia, correspondente a 44,2%, dependerá do mérito desportivo, que inclui a classificação final no campeonato, o histórico de posições e a contribuição para o ranking da UEFA. Outros 33,2% serão distribuídos em partes iguais por todos os clubes.

Os restantes critérios englobam as assistências médias e audiências televisivas (17,6%), as condições para as transmissões (cerca de 3%) e a qualidade dos relvados, iluminação e infraestruturas para a comunicação social (1%).

A matriz contempla ainda um cenário especial caso o valor da centralização ultrapasse os 250 milhões de euros. Metade do valor excedente, até um teto de 275 milhões, será entregue aos três clubes com maior contribuição para o ranking da UEFA, sendo o restante dividido pelos outros emblemas segundo os critérios gerais.

A centralização dos direitos audiovisuais foi decretada pelo Governo em 2021, após um memorando de entendimento entre a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e a Liga Portugal. A partir de 2028/29, os clubes deixarão de poder negociar individualmente os seus direitos, como fez o Benfica em janeiro, ao renovar com a NOS por 104,6 milhões de euros para as épocas 2026/27 e 2027/28.

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