Dzeko soma 151 internacionalizações e 73 golos pela Bósnia - Foto: IMAGO

O fim de uma era: depois de Messi, mais uma lenda anuncia retirada da seleção

Aos 40 anos, Edin Dzeko confirmou que a partida frente à Suécia, dia 2 de outubro, será a última pela seleção da Bósnia e Herzegovina

Edin Dzeko prepara-se para dizer adeus à seleção da Bósnia e Herzegovina e, com ele, fecha-se um dos capítulos mais importantes da história do futebol do país. Aos 40 anos, o avançado anunciou que o encontro da Liga das Nações frente à Suécia, a 2 de outubro, será a sua última partida pela seleção, colocando um ponto final numa ligação iniciada em 2007.

Foram quase duas décadas ao serviço da Bósnia, 151 internacionalizações e 73 golos. Números que fazem de Dzeko o jogador com mais jogos e o melhor marcador da história do país. Mais do que estatísticas, porém, o avançado tornou-se um símbolo nacional, atravessando diferentes gerações e estando presente nos momentos que marcaram o futebol bósnio.

«Nada na minha carreira se comparou ao orgulho que senti cada vez que vesti esta camisola», escreveu Dzeko numa mensagem publicada nas redes sociais. «Era o meu sonho de infância, um sonho que levei comigo em cada uma das 151 ocasiões em que tive a honra de representar o meu país num campo de futebol.»

«A qualificação para o nosso primeiro Mundial, em 2014, continua a ser um dos momentos mais felizes da minha vida como jogador de futebol», recordou. «Ver o meu povo a festejar nas ruas das nossas cidades foi outro presente incrível que o futebol me deu.»

Agora, aos 40 anos, Dzeko entende que chegou o momento de sair de cena. «Se cheguei aos 40 anos com a seleção nacional, é porque realmente dei tudo o que tinha. Todas as vezes. Tudo», afirmou, antes de deixar um último pedido aos adeptos: «Só espero que estejam lá naquela noite contra a Suécia, para que possamos partilhar mais uma emoção.»

A despedida representa também o fim de uma era no futebol europeu. Dzeko construiu uma carreira de enorme dimensão por alguns dos principais clubes do continente, passando por Wolfsburgo, Manchester City, Roma e Inter, entre outros, e conquistando títulos e protagonismo nos maiores palcos. Mesmo já na reta final, continuou a ser uma referência, mantendo influência pela Bósnia depois dos 40 anos, tendo sido convocado para estar no Mundial 2026.

O adeus surge poucos dias depois de Lionel Messi também anunciar o fim da carreira internacional com a Argentina. Duas lendas, duas camisolas eternizadas e duas gerações que começam agora a deixar espaço para outras figuras. Se Messi marcou uma era na Argentina, Dzeko fez o mesmo na Bósnia.

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