Vasco Botelho da Costa: «Conhecemos bem o FC Porto...»
Na conferência de imprensa de antevisão ao jogo com o FC Porto, agendado para esta sexta-feira, às 20h15, Vasco Botelho da Costa admitiu o forte entusiasmo no balneário: «Este é daqueles jogos que sentimos o quanto os jogadores querem jogar, mais ainda por ser frente ao campeão nacional, uma excelente equipa.»
Ainda assim, o técnico pediu aos jogadores foco total, lembrando as oscilações que têm ocorrido no plantel, nas últimas semanas: «Temos de nos concentrar muito em nós, para dar seguimento à vitória com o Casa Pia [0-1]. As alterações na equipa ressentiram-se um bocadinho naquilo que eram as boas rotinas que trazíamos da época passada.»
De recordar que jogadores nucleares como Alanzinho (a caminho do Vitória de Guimarães) e Diogo Travassos (jogador do SC Braga) saíram dos cónegos, que receberam, em sentido contrário, outros como Alexandre Parsemain, João Veloso, Manuel Mendonça, Tiago Andrade e Leonardo Vonic (estes dois últimos dos dragões).
«Enquanto equipa técnica temos de nos adaptar a esses novos jogadores e às suas características e percebermos o quão bem conseguimos encaixar a nossa ideia nessas características para que a equipa seja mais competente e mais forte», explicou ainda o timoneiro.
Ainda sobre o mercado, o jovem treinador não descartou a chegada Chipyoka Songa — extremo internacional zambiano, de 21 anos, do Hapoel Petah Tivka — nestes dois últimos dias do defeso. Quanto a saídas… nada pode prometer: «De uma forma honesta, sei que há ainda a possibilidade de ele chegar, mas também não estou por dentro o suficiente para perceber se vai acontecer hoje ou amanhã… Em relação a saídas, não sei de nada, porque estamos tão próximos do jogo que o foco é quem é que tenho hoje para treinar, quem é que joga...»
«Não somos multimilionários para ir buscar quem queremos como queremos. Também não controlamos aquilo que acontece a nível de saídas, porque o Moreirense é um clube vendedor», acrescentou ainda.
Voltando ao jogo que abre a quinta jornada, Vasco Botelho da Costa prevê uma partida em que a sua equipa vai «passar muito tempo a defender e pouco a atacar» contra a única formação que ainda não sofreu no presente campeonato.
«Sabemos que vamos ter momentos onde temos de dar as mãos, defender a nossa baliza com tudo, mas também que é uma equipa que pressiona de uma forma muito agressiva e esse tipo de pressão gera espaços, eventuais desequilíbrios e que temos de estar preparados para conseguir aproveitar esses mesmos espaços e de certeza absoluta que vamos ter algumas ocasiões de criar perigo e chegar à baliza. A grande diferença nestes jogos é que chegamos menos vezes do que aquilo que queremos e quando chegamos temos de fazer a diferença», analisou.
«O FC Porto manteve muito daquilo que é a sua identidade. A parte que acaba por ser um pouco mais vantajosa é que sentimos que o conhecemos bem. No entanto, de conhecer bem a conseguir parar, vai um longo caminho, porque, para além de a ideia ser muito vincada, trabalhada e preparada para diferentes abordagens, tem jogadores com muita qualidade que fazem a diferença nos momentos em que o coletivo não consegue resolver», alertou.