Nuno Santos viveu 15 meses de calvário mas já sorri - Foto: IMAGO - Foto: IMAGO

Nuno Santos pronto para ser titular no Sporting… 512 dias depois

Com Maxi Araújo castigado e Ricardo Mangas lesionado, camisola 11 deve ser chamado ao onze para o jogo com o Alverca

O dia 26 de fevereiro de 2024 não mais vai sair da memória de Nuno Santos. Porque foi nessa dia, quase a terminar a primeira parte em Famalicão, jogo da jornada 9 de 2024/2025 e com o resultado ainda 0-0 (3-0 no final) e no período de compensação, que o ala do Sporting se lesionou, após um lance dividido com Zaydou Youssouf aos 45+6’: rotura do tendão rotuliano do joelho direito, intervenção cirúrgica marcada, paragem de 15 meses pela frente.

Mas da memória do ala de 31 anos também não vai sair o dia 1 de fevereiro de 2026, que marcou, 463 dias depois, o regresso aos jogos, no 2-0 à Oliveirense na jornada 20 da Liga 2. Este encontro pela equipa B foi para ganhar balanço para outro dia que não vai sair da memória do camisola 11 dos leões: 5 de fevereiro, entrada no 3-2 ao Aves SAD na Taça de Portugal, regresso aos encontros do conjunto principal 467 dia depois da grave lesão. E agora, 22 de março, este domingo com o Alverca, em que se prepara para ser titular 512 dias depois.

Com Maxi Araújo a cumprir jogo de suspensão (viu o 9.º amarelo na Liga no 2-2 com o SC Braga) e Ricardo Mangas lesionado, Nuno Santos deve avançar para ser a primeira opção na lateral-esquerda, estando também disponível para jogar a extremo. Ao sétimo jogo nesta nova vida, o leão está pronto para ser opção inicial de Rui Borges.

Antes disso, em entrevista à Sporting TV, recordações do jogo com o Aves SAD. «Veio muita coisa à cabeça, porque eram muitos meses sem jogar, mas sem receio ou medo. Só com vontade de ir lá para dentro e voltar a fazer o que mais gosto. Já tive outras lesões graves e com a primeira aprendi que se tivesse medo era pior. No futebol, se voltas é porque estás bem e a cabeça manda em tudo.»

Mas o jogo que o marcou mais neste regresso foi mesmo a reviravolta com o Bodo/Glimt: «Este com o Bodo/Glimt… porque voltar depois de tanto sofrimento e conseguir fazer história no Sporting, com a passagem aos quartos e depois de um resultado negativo, foi muito bom para nós. Para mim foi especial e obrigado a quem acreditou. O Nuno está de volta e vai continuar a ser o mesmo Nuno de sempre.»