Luis Enrique e Mikel Arteta serão os treinadores da final - Foto: IMAGO

Só quatro vezes se viu o que vai acontecer na final da Champions 2025/26

Treinadores de PSG e Arsenal, Luis Enrique e Mikel Arteta, são ambos espanhóis. Só em 1978/79, 2002/03, 2012/13 e 2019/20 foram compatriotas a comandar os finalistas

30 de maio, sábado, é dia da final da UEFA Champions League. Pelas 17 horas de Lisboa, Paris Saint-Germain e Arsenal entrarão em campo na Puskás Arena, em Budapeste, para lutarem pelo título de campeão europeu.

Haverá, porém, uma particularidade... nos bancos de suplentes. Luis Enrique, técnico do PSG, e Mikel Arteta, treinador dos gunners, serão os responsáveis por comandarem os candidatos ao apogeu continental em 2025/26. Ainda não se sabe quem levantará a orelhuda, mas uma coisa é certa: será espanhol.

Será apenas a quinta vez que compatriotas se encontrarão no banco de suplentes, a quarta no século XXI. Tal aconteceu noutras quatro ocasiões: duas delas com alemães, uma com italianos e outra com ingleses.

1978/79: a primeira de Brian Clough

Foi em 1978/79 que, pela primeira vez, dois técnicos do mesmo país se encontraram na final, e seria preciso mais de 20 anos para que tal se repetisse. A 30 de maio de 1979, o Estádio Olímpico de Munique recebeu o duelo entre o Nottingham Forest, do inglês Brian Clough, e o Malmo, do também inglês Bob Houghton.

O golo solitário de Trevor Francis, aos 45'+1, deu ao Forest a primeira de duas Taças dos Clubes Campeões Europeus consecutivas, as duas conquistadas com Clough ao comando.

2002/03: Ancelotti estreia-se a ganhar no banco

AC Milan e Juventus marcaram duelo transalpino na final da Liga dos Campeões de 2002/03 após eliminarem, respetivamente, Inter e Real Madrid. Nos bancos estavam dois treinadores italianos. Carlo Ancelotti, vencedor de duas Champions enquanto jogador, levou os rossoneri à decisão frente aos bianconeri, comandados por Marcelo Lippi.

A final terminou com 0-0 no marcador aos 120 minutos, também por causa de uma enorme defesa de Buffon a cabeceamento de Inzaghi. No desempate por grandes penalidades, Montero, Zalayeta e Trezeguet falharam para a Juventus. Só Kaladze e Seedorf desperdiçaram para os milaneses, que conquistaram o troféu pela sexta vez na história.

Foi a primeira de cinco Ligas dos Campeões que Ancelotti viria a ganhar como treinador: venceu a de 2007, também com o Milan, na final com o Liverpool (2-1) e mais três com o Real Madrid: em 2014, frente ao Atlético Madrid, na final de Lisboa (4-1), em 2022, novamente contra o Liverpool (1-0) e em 2024, com o Dortmund (2-0).

2012/13: alemães no duelo de alemães

Em 2012/13, Bayern e Dortmund alcançaram a final depois de ultrapassarem os gigantes espanhóis nas meias-finais. Os bávaros eliminaram o Barcelona com um agregado de 7-0 nas duas mãos, já o Borussia perdeu 0-2 na segunda mão com o Real Madrid, mas avançou depois de, na primeira mão, golear os merengues por 4-1, com golos de Lewandowski, Lewandowski, Lewandowski... e Lewandowski.

Lewandowski não deixou ninguém esquecer-se do 'poker' ao Real Madrid - Foto: IMAGO

A final de Wembley juntou então as equipas dos alemães Jupp Heynckes e Jurgen Klopp. Depois de não haver golos no primeiro tempo, Mandzukic colocou o conjunto de Heynckes em vantagem aos 60'. Aos 68', Gundogan empatou de penálti, mas um disparo de Robben aos 89' passou por Weidenfeller e levou o Bayern à glória.

2020: final em Lisboa em plena COVID-19

A pandemia de COVID-19 que assolou o globo obrigou a que a UEFA Champions League fosse decidida, a partir dos quartos de final, num estilo de final eight, e Lisboa foi o palco escolhido para a decisão. O Bayern, treinado pelo alemão Hansi Flick, venceu em Alvalade o Lyon por 3-0. O PSG, comandado por Thomas Tuchel, ganhou na Luz ao Leipzig pelo mesmo resultado.

Estava assim definida a final de 2020, um ano sui generis no futebol e no Mundo. A 23 de agosto, no Estádio da Luz, o cruzamento de Kimmich aos 59' recebeu resposta positiva de Kingsley Coman, que marcou o único golo da partida. O Bayern conquistou, assim, a Liga dos Campeões pela sexta vez. O PSG teve de esperar cinco anos, até ganhar, no passado, ao Inter (5-0) na final. Tuchel, por seu turno, só teve de aguardar até à edição seguinte: era ele o treinador do Chelsea que, na final disputada no Estádio do Dragão, ganhou por 1-0 ao Manchester City.

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