Contraste com o PSG: preços para a Champions geram descontentamento no Arsenal
A decisão do Arsenal de cobrar mais de 900 euros aos seus funcionários pela viagem para a final da UEFA Champions League, em Budapeste, gerou um clima de descontentamento e desilusão no seio do clube. A medida contrasta fortemente com a abordagem do PSG, adversário na final, que ofereceu bilhetes e viagem aos seus colaboradores.
O Arsenal, que disputará a sua primeira final da Liga dos Campeões em 20 anos, ofereceu um bilhete intransmissível a cada funcionário que não esteja em serviço no dia do jogo. No entanto, para a deslocação, o clube organizou pacotes de voos charter através do operador turístico SportsBreaks, com um custo de 991 euros por pessoa.
Numa comunicação interna, o clube informou que, «se houver espaço disponível, os colegas que vão à final podem optar por comprar um lugar nestes voos». A viagem de ida parte do aeroporto de London Luton na manhã de 30 de maio, dia da final, com regresso previsto para depois do jogo.
Esta situação torna-se mais complexa para alguns funcionários, que poderão ter de trabalhar no eventual desfile da vitória no dia 31 de maio. A necessidade de regressar a Londres a tempo para o desfile limita as suas opções de viagem, tornando o voo charter quase obrigatório.
A postura do Arsenal difere da do PSG. O clube francês, que também na época passada ofereceu a viagem aos seus funcionários para a final que venceu contra o Inter, repetiu a iniciativa este ano. Nasser Al-Khelaifi, presidente do PSG, comunicou aos seus colaboradores a importância de partilharem este momento.
«No mesmo espírito, era importante para mim que todos os funcionários tivessem mais uma vez a oportunidade de fazer parte desta fase final da nossa jornada europeia. Gostaríamos de convidar todos os membros do staff a juntarem-se à equipa em Budapeste para esta ocasião excecional», afirmou Al-Khelaifi numa carta.
De acordo com o The Telegraph, apenas cerca de um terço dos funcionários do Arsenal aceitou a oferta do bilhete para a final. Este número poderia ter sido superior se alguns não tivessem sido destacados para trabalhar na transmissão do jogo no Emirates. Para os que não podem ou não querem viajar, o clube oferece bilhetes para essa mesma transmissão.
Artigos Relacionados: