A joia do Sporting que está entre Gyokeres e Luis Suárez
Seria difícil imaginar um melhor cartão de visita: uma estreia a marcar na equipa A do Sporting, logo na Liga dos Campeões, numa remontada histórica dos leões. Este é o conto de fadas de Rafael Nel, avançado de 20 anos formado em Alcochete, que selou o triunfo sobre o Bodo/Glimt. Uma entrada fantástica para um jovem avançado que partiu esta época como… 4.ª opção ofensiva — atrás de Suárez, Ioannidis e Rodrigo Ribeiro — e se vê nesta fase como (única) alternativa ao colombiano. E com aspirações de dar continuidade, pois poderá voltar a somar minutos diante do Alverca.
Nesse sentido, A BOLA esteve à conversa com Tiago Teixeira, antigo técnico da formação leonina que foi adjunto de João Pereira. Atualmente nos sub-23 do Al Wasl (EAU) vê com satisfação a evolução do atacante.
«Claro que fiquei muito feliz por ter entrado e por ter conseguido marcar neste jogo. É um rapaz muito focado. Sabe que tem de esperar por uma oportunidade, mas até lá certamente irá continuar a trabalhar como sempre fez», começou por dizer o técnico, acreditando no seu potencial e em nova oportunidade com o Alverca: «Está certamente preparado! Para treinar e não jogar, para treinar e jogar 10 ou 15 minutos, ou para treinar e acabar por baixar para a equipa B. O mais importante é estar integrado e mentalmente preparado para competir, na equipa A ou na B. Não é fácil, mas tem essa capacidade, essa resiliência para o trabalho.»
Trabalhou vertente física
Tiago Teixeira aproveitou para destacar o trabalho físico. E a apetência de Nel para o golo. Ele que tem sete na equipa B.
«É um jogador muito preocupado com a vertente física. O trabalho diário nos treinos, o trabalho extra depois no ginásio, a nível da alimentação... É extremamente focado nesse aspecto. E quando iniciavam as pré-épocas era sempre um dos que estava mais bem preparado fisicamente. Mas infelizmente acabou por ter lesões que o condicionaram na equipa principal», disse, elogiando:«É um ponta de lança com golo. Já fez golos de todas as formas, dentro e fora de área, de combinações, cruzamentos, é muito versátil e consegue fazer golos de várias maneiras.»
Primeiro Gyokeres, agora Suárez. A herança é pesada. Será este jovem mais parecido com o sueco ou com o colombiano?
«Está ali no meio… É extremamente versátil. Consegue também jogar entre linhas, ser associativo e também tem essa explosão de poder fazer esses movimentos de roturas para abrir espaço. Acaba por dar outros tipos de soluções e consegue fazer tudo um pouco».
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