Avançado polaco foi colocado na órbita do FC Porto pela imprensa do seu país

Villas-Boas falou de Froholdt e sobre Lewandowski foi claro: «Está fora do alcance»

Líder portista não admite perder o internacional dinamarquês, apesar de reconhecer que existe um forte assédio. Abordou ainda os casos de Moffi, Fofana, De Jong e Thiago Silva

O rumor que associava Robert Lewandowski ao FC Porto foi prontamente comentado por André Villas-Boas, que, apesar de lisonjeado com a ligação do clube a um dos astros do futebol mundial, não tardou em dar um "banho de realidade" quanto às contas da SAD.

«Para nós é um orgulho o FC Porto estar associado a uma lenda do futebol como é o Lewandowski», começou por dizer o líder azul e branco, antes de explicar o porquê de o negócio não passar de uma miragem: «Evidentemente, como poderão calcular, os encargos financeiros de um jogador dessa dimensão estão fora do alcance do FC Porto. Isso é a primeira coisa que me parece clara.»

Com três polacos já no plantel — uma curiosidade que tem servido de atração mediática no Dragão —, Villas-Boas reconheceu o peso dessa ligação, mas reforçou que a barreira económica é intransponível. «Temos três polacos na equipa, que é a nossa grande atração neste momento, mas um jogador como o Lewandowski está totalmente fora das possibilidades financeiras do FC Porto», rematou de forma taxativa.

«Froholdt foi claro sobre o seu futuro»

Um dos nomes em maior destaque na conquista do título foi o de Froholdt, e Villas-Boas não esconde que o assédio europeu é uma realidade difícil de ignorar. Contudo, a confiança na continuidade do jogador é total.

«É um jogador muito assediado, se calhar um dos candidatos a jogador do ano e importantíssimo para o FC Porto», admitiu o líder portista, confirmando os contactos de bastidores: «Não nego que o seu agente tem partilhado comigo muito do interesse que há de outros clubes europeus. De todas as formas, o Froholdt foi muito claro relativamente ao seu futuro com o FC Porto e contamos com ele.»

No entanto, o presidente lembrou que a gestão do plantel terá sempre em conta a saúde financeira do clube, admitindo que os clubes portugueses sofrem com a tesouraria: «Não vos vou esconder que pode haver mudanças, mas a ideia base é manter os jogadores mais importantes.»

Sobre a situação de Fofana e Moffi, emprestados, e Thiago Silva e Luuk de Jong, que têm um ano de opção, AVB deixou tudo em aberto: «Essas são decisões que cabem ao mister até ao final de maio. Os jogadores que estão emprestados no FC Porto e outros jogadores onde podem ser acionadas opções, temos margem até 31 de maio até à última decisão. Portanto, caberá ao mister decidir e depois será comunicado, evidentemente, a todos.»

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