Nun'Álvares aponta à reconquista: «Temos de ser melhores do que no ano passado»
Paulo Tavares prepara mais uma época no Nun'Álvares depois de uma temporada em que a equipa esteve na luta por todos os grandes títulos. As minhotas conquistaram a Supertaça e a Taça da Liga, mas perderam as finais da Taça de Portugal e da Futsal Women´s European Champions, além de terem terminado o campeonato como vice-campeãs. Agora, o objetivo passa por voltar às decisões e recuperar o título nacional.
«As perspetivas são as melhores. Temos como objetivo estar nas finais e tentar renovar os títulos que temos», começou por dizer A BOLA, no Media Day da Liga Placard feminina. «No ano passado, a dificuldade foi fazer perceber à equipa que tínhamos capacidade para renovar o título de campeão nacional. Estivemos perto, fomos ao quinto jogo e temos plena noção de que falhámos na parte mental. Tivemos várias vezes a final na mão e não aguentámos a pressão», explicou
«Fizemos um trabalho muito bem feito: quase não perdemos ninguém. Conseguimos segurar as jogadoras, inclusivamente aquelas que têm sido muito solicitadas, tanto em Portugal como fora. Por isso aquilo que temos de fazer é melhorar, ser melhores do que aquilo que fomos na época passada», acrescentou.
«Falta profissionalizar o futsal feminino»
Ana Azevedo, capitã do Nun'Álvares e da Seleção Nacional, mantém aos 40 anos a ambição de lutar por todos os títulos. «Vamos tentar lutar pelos títulos todos. Com mais um ano de trabalho, vamos conseguir ser mais consistentes e estar mais preparadas para quando vierem as decisões.»
A jogadora mais internacional de sempre por Portugal, com 152 internacionalizações, encontra na paixão pelo futsal a motivação para continuar. «Adoro jogar, é o que mais gosto de fazer. E fazê-lo ao mais alto nível é gratificante. É fácil motivar-me quando estou numa equipa que luta por títulos e eu tento-me manter bem para ajudar.»
Admite ainda que a época passada teve «altos e baixos» e que a equipa nem sempre mostrou a qualidade que tem: «Tivemos momentos em que podíamos ter dado muito mais, mesmo nos play-offs. Faltou aquele bocadinho que espero que este ano, com os treinos, consigamos colmatar.»
Entre os títulos em disputa, há um que assume um significado especial: «Ganhar a Taça de Portugal seria especial, porque não tenho nenhuma. Mas claro que o campeonato é sempre a cereja no topo do bolo.»
A capitã também identifica a profissionalização como o grande passo que falta ao futsal feminino português. «Trabalhar o dia todo e ter que ir à noite treinar é supercansativo.» Na Seleção, acredita que a diferença para as melhores equipas está sobretudo na concentração: «Num nível elevado, é o limite entre estar um segundo concentrada ou estar dois segundos desconcentrada. Já evoluímos muito, até porque o campeonato está mais competitivo. Falta só esse passo, que espero que esteja muito próximo.»