Vítor Pereira. Último clube: Wolverhampton, saída em novembro de 2025 - Foto: Imago
Vítor Pereira. Último clube: Wolverhampton, saída em novembro de 2025 - Foto: Imago - Foto: IMAGO

Nottingham Forest aborda Vítor Pereira

Clube despediu Sean Dyche e vai para o quarto treinador da época

O Nottingham Forest iniciou conversações com o treinador Vítor Pereira para a sucessão a Sean Dyche, que foi despedido após apenas 114 dias no cargo. A decisão surgiu na sequência do empate a zero em casa contra o Wolverhampton, último classificado da Premier League, que deixou a equipa a apenas três pontos da zona de despromoção, a 12 jornadas do fim do campeonato.

Fontes da BBC indicam que Vítor Pereira é o principal candidato ao lugar, sendo um nome familiar ao proprietário do Forest, Evangelos Marinakis, com quem já trabalhou no clube grego Olympiakos.

O técnico português, de 57 anos, esteve ao serviço do Wolves na época passada, mas foi despedido em novembro, após um mau arranque de temporada que deixou a equipa com apenas dois pontos em dez jogos.

Quarto treinador

A saída de Dyche significa que o Nottingham Forest procura o quarto treinador da época, depois de já ter despedido Ange Postecoglou em outubro - aguentou pouco mais de um mês, apenas 39 dias -, e Nuno Espírito Santo em setembro.

Recorde-se que Nuno Espírito Santo foi demitido após apenas três jogos na campanha de 2025-26, sendo sucedido por Postecoglou, que durou somente 39 dias no cargo. Dyche assumiu o comando técnico com a equipa no 18.º lugar, mas, apesar de um período inicial positivo que incluiu quatro vitórias em sete jogos e tirou a equipa da zona de perigo, uma recente quebra de forma, aliada à recuperação de adversários diretos como o Leeds United e o West Ham, voltou a colocar o Forest na luta pela manutenção.

Após o empate com o Wolves, e antes de ser oficializada a sua saída, Dyche já parecia resignado com o seu destino. «O proprietário tem sido justo comigo, sem sombra de dúvida. Se alguém decide mudar no futebol agora, a decisão é sua. Todos já vimos isto acontecer», afirmou. «Se o proprietário quiser fazer uma mudança, a decisão é dele, é assim que o futebol funciona agora, essa é a realidade. Compreendo que o ruído aqui mudou significativamente desde os últimos jogos».

Apesar das dificuldades na Premier League, o Nottingham Forest conseguiu apurar-se para a fase a eliminar da UEFA Europa League, onde irá defrontar os turcos do Fenerbahçe este mês. No entanto, a equipa já foi eliminada das duas taças caseiras, tendo caído na Taça da Liga sob o comando de Postecoglou e na Taça de Inglaterra, nos penáltis, já com Dyche ao leme.

A temporada, que viu o clube gastar mais de 200 milhões de euros após terminar em sétimo lugar na época passada, prometia ser histórica com o regresso às competições europeias, mas começou com o despedimento de NES após apenas 23 dias, devido a desentendimentos com o diretor desportivo global, Edu, e o proprietário, Marinakis. O seu sucessor, Postecoglou, durou somente 39 dias, e foi despedido apenas 20 minutos depois de uma derrota com o Chelsea.

Sean Dyche, que se formou na academia do clube, foi visto como a escolha segura. O início foi promissor, com sete vitórias nos primeiros 12 jogos, um registo que, se considerado isoladamente desde a sua chegada em outubro, colocaria o Forest a meio da tabela.

Contudo, uma quebra de forma acentuada, com apenas duas vitórias nos últimos dez jogos do campeonato e uma eliminação na Taça de Inglaterra frente ao Wrexham, levou a uma rápida perda de confiança por parte da direção e dos adeptos. Ironicamente, há apenas uma semana, Dyche tinha sido nomeado para o prémio de treinador do mês da Premier League.